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Caso Master leva BC ao maior número de liquidações em um ano desde 2012

Muitas empresas estão entrando em recuperação judicial. Se o banco emprestou para uma delas, vai sentir esse reflexo.
André Perfeito, economista-chefe da Garantia Capital

Banco Central precisa considerar esse efeito e rever o patamar da Selic, dizem economistas. Oreiro, da UnB, vê um "aspecto kamikaze" na política monetária brasileira, "que está matando o setor produtivo, e isso se reflete nas instituições financeiras". Para Perfeito, o BC deveria considerar esse fator e olhar além da inflação ao definir a taxa de juros.

Quais são os efeitos disso?

O alto número de liquidações aumenta o custo do crédito. "Essa conta vai ter que ser paga. São mais de R$ 50 bilhões do Master. Tem os demais bancos que quebraram. Não dá para reclamar do spread bancário. É custo para o cidadão no dia a dia e menor acesso a crédito", diz Marcos Lisboa.

Bancos estão aumentando a prevenção a "incêndio". "O BC está apagando um incêndio, e as instituições que não sofreram o incêndio estão aumentando suas medidas de prevenção. Ou seja, fazendo um racionamento e aumentando o spread bancário", diz Oreiro, da UnB.

Demanda por CDBs de grandes bancos tende a crescer. O quadro favorece os grandes bancos, para os quais o investidor corre em um momento de incertezas, afirma André Perfeito. "Se você tinha um CDB de um banco pequeno, do Master, você vai para o banco grande. Esses bancos estão apresentando lucro recorde", diz.

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