Seu celular caiu no mar e você entrou em pânico, com medo de que ele pare de funcionar? Esse desespero não é exagero: a pane é um risco real, explicado pela ciência e pela eletrônica. A combinação entre água salgada, sais minerais altamente corrosivos e a condução elétrica cria um ambiente extremamente hostil para os circuitos internos do smartphone, capaz de provocar curtos-circuitos imediatos e danos progressivos mesmo após a secagem aparente. No verão, quando o uso do celular na praia se intensifica, esse tipo de acidente se torna mais comum e potencialmente mais destrutivo.
Neste guia, o TechTudo explica o que acontece com o celular quando ele entra em contato com a água do mar e por que o tempo de reação é decisivo para definir se o aparelho será salvo ou perdido. Ao longo da matéria, mostramos como o sal acelera processos de corrosão, quais atitudes podem conter os danos nos primeiros minutos e quais erros comuns agravam a situação. Com o apoio de especialistas, reunimos orientações técnicas e práticas para aumentar as chances de recuperação do aparelho. A seguir, veja o que fazer, e o que jamais fazer, se o celular cair no mar.
Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial, que mostra um smartphone no mar — Foto: FreeP!k Celular caiu no mar, e agora? Guia definitivo para tentar salvar o aparelho
Veja, no índice abaixo, todos os tópicos tratados neste guia.
- Água doce vs. água salgada: por que o mar é o pior cenário possível;
- O que fazer nos primeiros 30 segundos: cada gesto conta;
- Dar um banho de água doce pode salvar o aparelho?;
- O que NÃO fazer: erros comuns que pioram a situação;
- Quando procurar assistência técnica.
Água doce vs. água salgada: por que o mar é o pior cenário possível
Nem toda água causa o mesmo tipo de dano a um celular. A água doce, como a da torneira ou da chuva, já representa risco, mas a água salgada é consideravelmente mais destrutiva. Isso ocorre porque o sal e os minerais presentes no mar são altamente corrosivos e funcionam como condutores elétricos, criando caminhos indevidos de corrente elétrica dentro do aparelho e elevando o risco de curto-circuito.
O problema se intensifica quando a água evapora. Nesse momento, o sal não desaparece: ele se deposita nos circuitos internos e inicia um processo contínuo de corrosão química, mesmo sem a presença visível de umidade. Por isso, muitos aparelhos aparentam estar funcionando normalmente após a secagem, mas falham dias ou semanas depois, quando os danos internos já se tornaram irreversíveis.
Segundo o engenheiro de controle e automação Rodrigo Rodrigues, o impacto da água do mar é particularmente severo. “A água salgada contém altas concentrações de sais, principalmente cloreto de sódio (NaCl), que favorecem reações eletroquímicas de oxidação e aceleração da corrosão em metais", explica.
O que fazer nos primeiros 30 segundos: cada gesto conta
Ao retirar o celular do mar, a primeira atitude deve ser desligá-lo imediatamente, mesmo que ele continue funcionando. Testar botões, abrir aplicativos ou verificar a câmera pode parecer inofensivo, mas é justamente nesse momento que ocorre o maior risco de curto-circuito, já que a água cria conexões elétricas indevidas entre os componentes internos.
Imagem ilustrativa de uma mulher secando um smartphone — Foto: FreeP!k Em seguida, é essencial remover todos os acessórios possíveis: capa, cartão SIM, cartão de memória e cabos, para reduzir a retenção de umidade e permitir melhor ventilação. O aparelho deve permanecer imóvel, preferencialmente em posição vertical, com as portas voltadas para baixo, para facilitar o escoamento do líquido. Sacudir ou pressionar botões pode empurrar a água ainda mais para o interior do dispositivo.
Rodrigo Rodrigues reforça que a rapidez nessa etapa é decisiva para o desfecho do aparelho. “A recomendação é a retirada imediata. Quanto mais tempo o aparelho permanecer submerso, maior será a penetração de água nos componentes internos", alerta.
Dar um banho de água doce pode salvar o aparelho?
Embora pareça contraditório, quando o celular já foi submerso em água salgada, um enxágue rápido com água doce ou destilada pode ajudar a reduzir danos. A lógica é remover o sal antes que ele cristalize e intensifique o processo de corrosão. Esse procedimento deve ser feito apenas com o aparelho desligado e sem qualquer fonte de energia conectada.
Durante evento de lançamento, Samsung destacou a certificação IP68 do Galaxy S8 — Foto: Reprodução/Samsung O enxágue deve ser breve, sem pressão e seguido de secagem cuidadosa ao ar, sempre à sombra e em ambiente ventilado. Ventiladores podem ajudar, mas qualquer fonte de calor direto, como sol forte, secador ou forno, deve ser evitada, pois acelera reações químicas e pode deformar componentes sensíveis, como a bateria e a tela.
No entanto, o especialista alerta que a corrosão química continua mesmo após a secagem aparente. “Os aparelhos expostos à água salgada têm maior probabilidade de falha irreversível, mesmo após secagem, devido à corrosão química que continua mesmo depois da retirada da umidade", explica.
O que NÃO fazer: erros comuns que pioram a situação
Algumas práticas populares podem transformar um acidente reversível em perda total. O erro mais grave é tentar carregar o celular apenas para testar. Um conector ainda úmido pode causar curto imediato e comprometer definitivamente a placa lógica. Outro equívoco frequente é o uso de calor intenso, como secadores, sol direto ou fornos, que não eliminam os sais e ainda aceleram a corrosão interna.
Arroz pode ajudar a absorver umidade do smartphone em alguns casos — Foto: Foto: Luciana Maline/TechTudo O famoso método do arroz também não resolve o problema. Rodrigo Rodrigues é categórico ao desaconselhar essa prática: embora possa absorver parte da umidade externa, o arroz não alcança os componentes internos e ainda pode deixar resíduos de pó ou amido dentro do aparelho. Outras tentativas caseiras, como usar aspirador de pó e mergulhar no sal ou farinha, além de ineficazes, podem representar riscos ao dispositivo.
Quando procurar assistência técnica: o tempo joga contra você
Sempre que houver contato com água salgada ou água clorada, a recomendação é procurar assistência técnica o mais rápido possível. Técnicos especializados podem desmontar o aparelho, realizar limpeza química com produtos adequados, como álcool isopropílico, e interromper o avanço da corrosão antes que ela comprometa totalmente a placa e os circuitos.
Levar na assistência técnica pode ser uma solução — Foto: karlyukav/Freepik Mesmo que o celular volte a ligar e aparentar funcionamento normal, isso não significa que esteja seguro. Manchas na tela, falhas no áudio, superaquecimento ou reinicializações inesperadas são sinais de infiltração interna. Ignorar esses sintomas costuma resultar em falhas graves e custos elevados no futuro. “Mesmo que o celular volte a funcionar a corrosão pode evoluir silenciosamente e causar falhas futuras", alerta o engenheiro.
De maneira geral, a água é um dos maiores inimigos da eletrônica portátil e, no caso do mar, o perigo é potencializado pelo sal. Ação rápida, desligamento imediato e assistência técnica especializada são os fatores que mais aumentam as chances de recuperação do aparelho. No verão, prevenção também conta — capas impermeáveis, atenção redobrada e cuidado com ambientes úmidos podem evitar que um momento de lazer termine em prejuízo.
🎥 Celular CAIU NA ÁGUA? Saiba o que fazer para recuperar o smartphone!
Celular CAIU NA ÁGUA? Saiba o que fazer para recuperar o smartphone!

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