A disputa pelo coração dos fãs de futebol no mundo dos games ganhou um novo capítulo com a chegada do UFL, game desenvolvido pela Strikerz Inc que conta com Cristiano Ronaldo como investidor. O jogo chegou para bater de frente com games de franquias já consolidadas, como o EA Sports FC 26, da Electronic Arts, que dá sequência a décadas de história. Embora ambos tenham o mesmo objetivo de simular o futebol com realismo, as estratégias de abordagem são bem diferentes. As distinções aparecem em diversos sentidos, seja no ritmo da gameplay, na presença de clubes brasileiros, nas plataformas disponíveis e até no modelo de negócios.
Pensando em te ajudar a entender qual deles é melhor para você, o TechTudo traz um comparativo entre os dois jogos, passando por aspectos como preço, gráficos, jogabilidade, modos de jogo, licenciamentos e preço. Confira, a seguir, tudo sobre o comparativo entre o tradicional EA Sports FC 26 e o recém-chegado UFL, e decida qual é o melhor para adicionar à sua coleção.
UFL é o simulador de futebol gratuito rival de EA FC e eFootball — Foto: Divulgação/Strikerz EA FC 26 ou UFL: qual jogar? Comparamos os jogos de futebol
- Gráficos
- Jogabilidade
- Modos de jogo
- Licenças de times e competições
- Times e jogadores brasileiros
- Preços, plataformas e crossplay
No quesito gráfico, o EA Sports FC 26 e o UFL seguem caminhos diferentes para conquistar seus players. A franquia da EA mantém sua tradição de investir pesado no escaneamento facial dos atletas e na recriação fiel dos estádios licenciados. Isso garante uma forte sensação de imersão aos jogadores, que veem os principais nomes do futebol mundial no jogo como se estivessem na vida real. Mesmo assim, parte da comunidade estranha o visual do game em alguns momentos, especialmente por conta do tratamento de iluminação e contraste, que ocasionalmente gera sombras artificiais ou brilho excessivo em partidas noturnas.
Por outro lado, o uso de tecnologias de captura de movimento, como o Hypermotion, contribui para animações mais naturais, ajudando a equilibrar o visual durante a gameplay. Esse combo ilustra bem a proposta da EA, que tem como objetivo tornar o gráfico do jogo o mais detalhado possível, de modo até cinematográfico, com diversos jogos de câmera e uma iluminação que potencializa esses detalhes.
EA Sports FC 26 apresenta gráficos realistas, com aposta no scan facial de jogadores — Foto: Reprodução/Steam Já o UFL aposta em uma proposta gráfica mais voltada ao realismo cru. Desenvolvido na Unreal Engine, o game impressiona pelo nível de nitidez e pelo cuidado com texturas, principalmente no gramado e nos detalhes dos uniformes. A iluminação tende a ser mais equilibrada, com cores menos saturadas e uma ambientação que busca simular transmissões reais de TV. As expressões faciais e o acabamento da pele dos atletas chamam atenção, reforçando a tentativa de entregar uma experiência visual mais próxima do futebol real.
Entretanto, por ainda ser uma franquia mais recente, o UFL pode apresentar inconsistências em animações e transições de movimentos, impactando diretamente a percepção geral dos gráficos. Em alguns momentos, a falta de fluidez compromete o impacto visual que, estaticamente, é bastante impressionante.
Se nos gráficos as diferenças já são perceptíveis, é na jogabilidade que a distância entre o EA FC 26 e o UFL realmente aumenta. Há muitos anos, a saga FIFA se estabeleceu como a principal no quesito jogabilidade entre os games de futebol, mas recentemente as críticas em relação à gameplay têm aumentado. O jogo tende a ser mais acelerado e intenso, com as equipes se movimentando constantemente, os espaços aparecendo com maior frequência e as jogadas individuais (principalmente em velocidade) ganhando protagonismo.
Os dribles, os passes e as finalizações em sequência tornam as partidas mais dinâmicas, especialmente no online, onde o ritmo competitivo favorece confrontos com muitos gols. Apesar de essa proposta deixar a gameplay mais empolgante para muitos jogadores, ela também gera críticas para quem busca algo mais próximo da realidade, já que a dinâmica do jogo foge do que acontece na vida real, com jogadores “deslizando” e fazendo diversos gols “impossíveis” de maneira banal.
UFL promete uma experiência gratuita capaz de rivalizar com EA Sports FC e eFootball — Foto: Reprodução/UFL O UFL segue por outro caminho. A construção das jogadas é mais cadenciada, com maior valorização da troca de passes e do posicionamento coletivo. Em vez de depender constantemente de lances individuais, o jogo incentiva a construção tática para encontrar espaços. Apelar para os dribles também acontece, mas de maneira mais controlada, tornando cada tentativa menos automática e mais estratégica. No fim das contas, a principal diferença entre os games está no ritmo de jogo, portanto a adaptação entre um e outro costuma ser desafiadora.
Os modos de jogo também divergem bastante. O EA Sports FC 26 preserva os diversos modos que consagraram a franquia ao longo das últimas décadas. O Modo Carreira segue como a principal experiência offline, permitindo assumir o papel de treinador ou jogador, disputando partidas e gerindo o clube. No online, o destaque continua sendo o Ultimate Team, baseado na montagem de elenco por meio de cartas com modos de jogos próprios como Draft e Weekend League. Há também o modo Clubs, focado na criação de um atleta próprio para disputar partidas com um time de amigos, com jogos de até 11 vs 11 jogadores.
Modo Carreira está entre os principais recursos do EA FC 26 — Foto: Reprodução/Luccas Melo Já o UFL aposta em uma estrutura mais enxuta e direta, com foco quase exclusivo no cenário competitivo. A base da experiência gira em torno da criação e evolução do próprio clube para enfrentar adversários em partidas online ranqueadas. A progressão acontece por meio de recompensas, que podem ser usadas para contratações, incentivando a construção gradual de um elenco forte. Por enquanto, o título não oferece uma grande variedade de modos offline.
4. Licenças de times e competições
O EA Sports FC 26 reúne o licenciamento de milhares de jogadores distribuídos entre centenas de clubes e seleções, com ligas totalmente oficializadas e uma grande variedade de estádios. As ligas da Europa estão 100% licenciadas, assim como seus torneios continentais (UEFA Champions League, UEFA Europa League e UEFA Conference League). Fora do velho continente, o game possui os direitos de diversas ligas, como a norte-americana (MLS), argentina (LFA), chinesa (Chinese Super League) e saudita (Roshn Saudi League). Além disso, o game traz diversos campeonatos femininos, com destaque para a Barclays Women’s Super League e a National Women’s Soccer League.
EA Sports FC 26 — Foto: Divulgação/EA O UFL, por outro lado, segue uma estratégia diferente. Em vez de priorizar quantidade, o jogo aposta em parcerias específicas com clubes grandes, como por exemplo o Barcelona, que aparece com licença completa, incluindo estádio e identidade visual de todos os jogadores. Por outro lado, o foco competitivo online do UFL faz com que torneios oficiais não tenham o mesmo protagonismo visto no rival. Essa abordagem é importante na divulgação do game, assim como foi com o Cristiano Ronaldo, mas apesar de garantir qualidade na ilustração desses times e jogadores, o número total de ligas e competições disponíveis ainda é inferior ao game da EA.
5. Times e jogadores brasileiros
Um dos pontos de maior angústia para os fãs dos games da EA é o licenciamento dos times brasileiros, que não acontece desde o FIFA 14. Com o EA FC 26, esse cenário não mudou. A empresa ainda enfrenta limitações relacionadas ao licenciamento individual de atletas no Brasil devido à Lei Pelé. Embora alguns clubes apareçam com escudos e uniformes oficiais, os elencos costumam ser compostos por jogadores genéricos. Além disso, não há uma liga nacional brasileira para ser disputada no modo carreira. Os times presentes aparecem por meio de competições continentais como a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.
EA FC 26 — Foto: Reprodução/Perfil Brasil Já o UFL busca se aproximar mais do torcedor brasileiro, trazendo os elencos de clubes da primeira divisão. Em muitos casos, jogadores, escudos e uniformes são representados completamente, aumentando a identificação da comunidade. Outro destaque está nos estádios, com arenas tradicionais do país, como a Neo Química Arena, o MorumBIS e a Vila Belmiro, que aumentam a imersão. Assim, para quem valoriza especificamente a presença fiel do futebol brasileiro, o UFL larga muito na frente em relação ao EA Sports FC 26.
6. Preços, plataformas e crossplay
Na comparação entre EA Sports FC 26 e UFL, o primeiro impacto para muitos jogadores está no bolso. O UFL adota o modelo free-to-play, sendo gratuito em todas as plataformas nas quais o game está disponível: Playstation 5 (PS5), Xbox Series X e Xbox Series S (com versões para PC e dispositivos Android e iOS previstas para o futuro). O investimento do usuário fica restrito a compras opcionais no ambiente online, como acontece em diversos jogos do segmento competitivo. Em relação ao crossplay, o UFL adota essa possibilidade entre todas as plataformas.
UFL — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Já o EA Sports FC 26 segue o formato de jogo full price. O título está no mercado com valores na casa dos R$ 350,00, mas frequentemente entra em promoções que garantem até 60% de desconto. Mesmo sendo pago, o game também conta com microtransações, especialmente no Ultimate Team, seu modo online mais popular, gerando discussões na comunidade sobre o custo-benefício do jogo.
Veja também: EA FC 26 está a mesma coisa? Testamos o jogo!
EA FC 26 está a mesma coisa? Testamos o jogo!

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