As centrais sindicais decidiram romper com uma tradição de décadas e não farão um grande ato unificado de Primeiro de Maio este ano em São Paulo.
A orientação aos sindicatos, aprovada pelas entidades, é marcar a data de forma descentralizada, com manifestações localizadas pelo país.
"Vamos inovar e voltar às raízes", diz o presidente da CUT, Sérgio Nobre. Para João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, a ideia é fortalecer as bases no momento em que são discutidos temas importantes como redução da jornada de trabalho, fim da escala 6x1 e regulamentação do trabalho por aplicativos.
"Queremos ver centenas, milhares de atos pelo Brasil. Cada sindicato deve chamar sua base e promover a data da maneira como achar mais conveniente", afirma Juruna.
Nos últimos anos, as seis principais centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CBS e Nova) organizaram grandes manifestações do Dia do Trabalhador, em locais como praça Charles Miller, Vale do Anhangabaú e praça Campo de Bagatelle, em São Paulo. Em geral, com a presença de políticos, ministros e do presidente Lula.
Houve também fiascos, como o esvaziado evento de 2024, no estacionamento da Neo Química Arena.
Neste ano eleitoral, o ato poderia ter um significado especial para promover a candidatura de Lula, mas as centrais decidiram se posicionar oficialmente mais adiante. "No momento certo da campanha eleitoral, as centrais vão se manifestar", diz Nobre.
Enquanto abrem mão do ato unificado de Primeiro de Maio, as centrais pretendem investir numa marcha em Brasília marcada para 15 de abril.
A previsão é reunir 10 mil pessoas em um evento na Esplanada, seguido da entrega de uma pauta de reivindicações para Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Os temas também incluirão - direito de negociação sobre servidores públicos, fim da pejotização e combate ao feminicídio.
"É uma decisão dolorosa, estamos acostumados a fazer o evento de Primeiro de Maio unificado, com uma grande mobilização. Mas é uma decisão amadurecida. Vamos investir na marcha. Iremos todos empenhados, levar a pauta de 6x1, e seremos recebidos pelo presidente", diz Ricardo Patah, presidente da UGT.

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