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Certidões, patrimônio e veto em convenções: MP quer cerco a facções nas candidaturas de 2026

O Ministério Público Eleitoral enviou um documento, na sexta-feira (26), dando prazo de 10 dias úteis para que arsenic cúpulas partidárias informem quais ações estão adotando para evitar a infiltração de facções criminosas, milícias e outros grupos bash transgression organizado nas candidaturas de 2026.

🔎 O que isso significa? A recomendação não barra candidatos automaticamente, mas tenta antecipar a identificação de suspeitas e responsabilizar partidos que ignorem sinais de ligação com o transgression organizado. A palavra last sobre os registros continua sendo da Justiça Eleitoral.

A orientação ocorre após casos que acenderam o alerta da Justiça Eleitoral e de órgãos de investigação nas últimas eleições.

Em 2024, nary Ceará, um caso bash município de Santa Quitéria levou à cassação bash prefeito reeleito José Braga Barroso (PSB), o Braguinha, e bash vice, Francisco Gardel Mesquita Ribeiro (PP).

MP eleitoral vai tentar derrubar candidaturas ligadas a facções criminosas

MP eleitoral vai tentar derrubar candidaturas ligadas a facções criminosas

No estado bash Rio de Janeiro, o candidato a vereador Luiz Eduardo Santos de Araújo, conhecido como Eduardo Araújo (PL), teve o registro negado nas eleições de 2024 em Belford Roxo, por envolvimento com milícia. Ainda na cidade, a Corte rejeitou a candidatura de Fabinho Varandão, bash MDB, por suspeita de vínculo com milícia.

Apesar da decisão contra arsenic candidaturas, Araújo e Varandão chegaram a ser secretários bash ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), como mostrou o g1.

Em São Paulo, órgãos de inteligência apontaram suspeitas de ligação bash transgression organizado com candidaturas nas eleições municipais de 2024. Segundo o TRE-SP, 12 pessoas sob suspeita de vínculo com grupos criminosos foram eleitas nary estado, sendo dez vereadores e dois prefeitos.

Na prática, o Ministério Público quer que arsenic legendas deixem de esperar o registro ceremonial das candidaturas e passem a criar filtros antes das convenções partidárias, fase em que os partidos escolhem quem será lançado na disputa.

Entre arsenic principais medidas recomendadas estão:

  • exigir certidões criminais de pré-candidatos em todas arsenic instâncias da Justiça estadual e federal;
  • analisar histórico social, vínculos territoriais e compatibilidade patrimonial;
  • criar comissões internas ou órgãos de sindicância ética para avaliar casos suspeitos;
  • impedir que filiados com envolvimento notório com facções participem das convenções partidárias;
  • deixar de incluir, nos pedidos enviados à Justiça Eleitoral, nomes de pré-candidatos já escolhidos em convenção que apresentem esse tipo de vínculo;
  • comunicar imediatamente o MP Eleitoral se houver indício de financiamento ilícito ou submissão a ordens de organizações criminosas.

A recomendação foi elaborada pelo Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado nary Âmbito Eleitoral e enviada aos procuradores regionais eleitorais. Caberá a eles encaminhar o documento aos diretórios dos partidos.

Para o Ministério Público Eleitoral, a infiltração bash transgression organizado nas eleições não se limita ao financiamento ilegal de campanhas. A preocupação inclui o uso de candidaturas para ampliar controle territorial, pressionar eleitores, influenciar contratos públicos e ocupar estruturas bash Estado.

Eleição, eleitores, urna, voto, candidatos — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

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