🔎A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países.
🌍Na pauta, entram temas como desarmamento nuclear, agricultura familiar, cultura, energia e meio ambiente, com a América Latina em busca de autonomia.
O chanceler estava de férias até a segunda-feira (6), mas encerrou o período de recesso mais cedo e retornou a Brasília após a ação militar americana.
Ele vai participar da reunião a nível ministerial por videoconferência, do Palácio Itamaraty. O evento será às 14h (horário de Brasília).
Mauro Vieira em fala após encontro de Lula e Trump na Malásia — Foto: Reprodução
Logo após a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, o governo brasileiro convocou uma reunião ministerial de emergência para tratar da resposta política e dos impactos que a operação poderia causar no Brasil, considerando os mais de 2 mil quilômetros de fronteira com o país vizinho.
O presidente Lula coordenou a reunião de forma remota — ele está de recesso em uma base militar no Rio de Janeiro, e deve voltar a Brasília nesta segunda (6).

Presidente Lula condenou a ação de Donald Trump na Venezuela
Também participaram o Ministro da Defesa, o Ministro-Chefe da Casa Civil, o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a embaixadora do Brasil em Caracas, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministro das Relações Exteriores.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou após a reunião que, neste momento, não há qualquer movimentação anormal na fronteira, mas que o governo segue acompanhando a situação.

Ministro da Defesa diz que fronteira com Venezuela está aberta
Lula chamou ataque de 'inaceitável'
Lula também afirmou que a ação militar desta madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de "violência, caos e instabilidade".
O petista também defendeu que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".
"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que ainda está decidindo sobre o futuro da Venezuela, após forças dos EUA capturarem o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na última madrugada.

Destino de Maduro é um “aviso” para outros líderes
Trump disse ainda que Maduro e a esposa estão a caminho de Nova York, a bordo de um dos navios da Marinha norte-americana posicionados no Caribe desde o fim de 2025. Até então, o paradeiro do presidente venezuelano era desconhecido.
Em entrevista à rede de TV Fox News, Donald Trump também afirmou que os EUA passarão a estar "fortemente envolvidos" com a indústria petroleira da Venezuela. Ele não detalhou qual será o envolvimento, mas disse que a China "continuará recebendo petróleo venezuelano".

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