Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China disse estar “profundamente chocado” com o uso da força por Washington contra um Estado independente. Para o governo chinês, a operação representa uma afronta direta à soberania venezuelana e ao princípio de não intervenção.
Segundo Pequim, o episódio reflete um comportamento “hegemônico” que coloca em risco a paz e a segurança regional.
➡️A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que disputas internas no país devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”.
Até a última atualização desta reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia comentado a reação chinesa.
Tira-dúvidas do ataque americano à Venezuela
Abaixo, tire suas dúvidas:
🔴Nicolás Maduro foi realmente capturado?
Sim, de acordo com o governo americano. Trump anunciou que Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças americanas após a operação militar e colocados sob custódia dos EUA, com destino ao sistema judicial americano.
🔴Onde Nicolás Maduro está agora?
Maduro está sob custódia dos Estados Unidos, em local mantido em sigilo por razões de segurança, segundo o próprio governo americano. Ele e a esposa serão levados em um navio de guerra até Nova York, onde ocorrerá o julgamento, de acordo com Trump.
A vice-presidente da Venezuela afirma desconhecer o paradeiro do líder e exige uma prova de vida dele e da primeira-dama.
🔴Em que local Maduro será julgado?

Maduro e esposa serão julgados em tribunal de NY; paradeiro de presidente é desconhecido
O julgamento ocorrerá em Nova York, no Tribunal Federal do Distrito Sul, onde Maduro e Cilia Flores foram formalmente denunciados pela Procuradoria-Geral dos Estados Unidos.
🔴Quem governa a Venezuela neste momento?
Pela legislação venezuelana, o poder deveria passar à vice-presidente, Delcy Rodríguez, em caso de ausência do presidente. Ainda não há confirmação oficial de que ela tenha assumido.
🔴Como foi o ataque militar?
Pedestres correm após explosões e aviões voando baixo serem ouvidos em Caracas, Venezuela, sábado, 3 de janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Matias Delacroix
A ofensiva durou menos de 30 minutos, segundo informações da Associated Press. Moradores relataram ao menos sete explosões, voo baixo de aeronaves militares, tremores e quedas de energia em áreas próximas a instalações estratégicas.
Pessoas correram para as ruas e relataram o ocorrido nas redes sociais. Não há, até agora, um balanço oficial de mortos ou feridos.
🔴Houve vítimas na operação?
Autoridades venezuelanas afirmam que houve mortes no país, mas ainda sem números consolidados. Um oficial dos EUA disse que não ocorreram baixas americanas durante a operação.
🔴Qual tropa capturou Nicolás Maduro?
A captura foi realizada pela Força Delta, unidade de elite do Exército dos Estados Unidos especializada em missões secretas e na prisão de alvos considerados estratégicos.
Trump descreveu a ação como uma “operação brilhante”, resultado de intenso planejamento e da atuação de “grandes tropas”. Disse ainda que se tratou de um ataque de grande escala, conduzido em coordenação com forças militares e de segurança dos EUA.
🔴Quais acusações pesam contra Maduro?
Maduro e Cilia Flores respondem em Nova York por:
- conspiração para narcoterrorismo;
- importação de cocaína
- e posse de armas de guerra.
O governo americano afirma que ele lidera o chamado Cartel de los Soles.
🔴Especialistas concordam com a versão dos EUA sobre o cartel?
Mas há indícios de que Maduro, mesmo não sendo o líder, é um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” que ele mesmo ajudou a instalar no país.
Para Jeremy McDermott, cofundador e codiretor do InSight Crime (fundação que estuda o crime organizado nas Américas), Maduro e os chavistas não controlam o tráfico, mas distribuem concessões a militares e aliados, em troca de sua manutenção no poder.
🔴Essa foi a primeira ação militar dos EUA na Venezuela?
Não. Antes da captura, os EUA já haviam realizado ataques com drones, ações contra embarcações suspeitas de narcotráfico e operações contra navios petroleiros venezuelanos, ampliando a pressão econômica e militar sobre o país.

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1 mês atrás
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