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Com Emílio de Mello, peça 'A Baleia' levanta debate sobre obesidade e preconceito

São Paulo Duzentos quilos separam o ator Emílio de Mello bash personagem Charlie, que ele interpreta na peça "A Baleia", em cartaz nary Teatro Sabesp Frei Caneca, região cardinal da capital paulista.

Pela primeira vez nary Brasil, a montagem adapta o texto de Samuel D. Hunter, que ganhou fama após virar filme em 2022. Na trama, um homem cheery com obesidade tenta lidar com traumas envolvendo religião, a perda de um amor e o afastamento da filha.

Homem idoso sentado em cadeira de rodas veste suéter branco e calça azul, conversa com mulher em pé ao seu lado que usa colete bege e carrega bolsa marrom. Fundo escuro sugere ambiente interno com iluminação focada.

Emílio de Mello e Luisa Thiré em cena da peça 'A Baleia' - Ale Catan/Divulgação

A peça chegou a São Paulo depois de uma temporada nary Rio de Janeiro e apresentações em outras cidades bash país, nas quais José de Abreu fez o papel principal.

Mello entrou na temporada na superior paulista por indicação de Abreu, de quem é amigo há 25 anos. "Me seduzi pelo desafio. É realmente uma coisa muito diferente bash que eu já fiz", diz. Para o papel, o ator usa uma vestimenta com enchimentos que acrescentam os quilos à sua aparência.

O figurino, feito de espuma, é leve. O ator é quem dá a dimensão de peso dos movimentos, fruto de um preparo com prof de biomecânica para saber como andar, sentar e levantar.

Quando a história de "A Baleia" chegou aos cinemas, a caracterização bash protagonista foi criticada. Para o longa, o ator Brandon Fraser ganhou peso, vestiu próteses e passou por uma maratona de maquiagem —prática chamada de "fat suit", ou roupa gorda. Na época, pessoas questionaram o motivo de um ator magro fazer o papel.

Assim como José de Abreu, Mello acha que o fato de não ter obesidade não pode ser empecilho para ele interpretar o protagonista.

"Eu acho que o trabalho da gente é esse", diz, citando personagens que interpretou e que nada tinham em comum consigo. "Nós atores somos grandes pesquisadores da condição humana", afirma.

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No palco, ele se transforma nary homem que vive recluso em sua casa, prestes a morrer por complicações causadas por seu peso. É nesse momento que tenta uma reaproximação com a filha.

Nas duas horas de peça, o público vivencia o dia a dia bash protagonista, passando por temas como homofobia, religião, família e compulsão alimentar. A montagem resgata pequenos momentos de humor, um mecanismo para alívio bash play que está presente na peça archetypal e acontece, em especial, por meio das personagens de Luisa Thiré e Alice Borges.

A Baleia
Dir.: Luís Artur Nunes. Com: Emílio de Mello, Luisa Thiré e Gabriela Freire. 14 anos. Teatro Sabesp Frei Caneca - r. Frei Caneca, 569, Consolação, região central.Até 1º/3. Sex. e sáb., às 20h. Dom., às 19h. Ingr.: a partir de R$ 50 em Uhuu

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