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Como a DeepSeek, IA chinesa, está sacudindo o mercado financeiro

Vai demorar um pouco para o mercado se recuperar totalmente das perdas de ontem. É o que diz Fernando Siqueira, diretor de pesquisa da consultoria de investimentos Eleven Financial. Os papéis das empresas de IA têm um preço muito elevado e o surgimento da DeepSeek fez muitos deixarem essas ações em busca de ativos mais baratos, como os da Bolsa brasileira. "Vai levar ainda alguns meses para os investidores tenham convecção de investir nesse setor novamente como antes", diz ele.

A DeepSeek — uma até então desconhecida empresa chinesa — revelou seu novo modelo de Inteligência Artificial em dezembro de 2024. Mas só chamou a atenção do mercado depois da publicação de um artigo científico na semana passada detalhando como a tecnologia foi constituída. Em seguida, a chinesa — fundada pela High Flyer, companhia de negociação de ativos financeiros — se tornou um dos aplicativos mais vendidos da loja da Apple no fim de semana.

Aos olhos dos investidores, o modelo chinês de IA é uma grande ameaça a gigantes como Nvidia, Google e Open AI. Ela alega ter gasto US$ 5,5 milhões para treinar um de seus modelos de IA, conforme o jornal The New York Times. É um valor baixo comparado com o gasto por empresas como a Meta e a OpenAI, que já desembolsaram US$ 100 milhões ou mais e seguem fazendo investimentos astronômicos. A OpenAI prevê gastar até US$ 500 bilhões por meio de uma joint-venture com a Oracle e o SoftBank que foi anunciada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Muitos no mercado duvidam que a DeepSeek tenha gastado só o valor divulgado. A empresa diz ter conseguido reduzir os investimentos necessários ao utilizar chips mais simples, combinado com melhores métodos de treinamento. Mas, mesmo que o valor tenha sido dez vezes maior e não incluísse gastos como salários de engenheiros ou custos de pesquisa básica, ainda assim é uma grande diferença.

Por que a questão do gasto com a IA importa?

Até agora, no mundo da IA, a filosofia que reinava era a do "quanto mais gasto, melhor". Os investidores vêm apostando pesadamente em ações de empresas de tecnologia que têm usado a IA nos seus negócios na expectativa de que esses gastos tragam muitos dividendos no futuro. As favoritas são Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (dona do Google), Meta (ex- Facebook), Nvidia e Tesla — as sete magníficas, como o mercado apelidou.

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