O Oreshnik é um sistema de mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBM) desenvolvido pela Rússia. Com capacidade de atingir velocidades hipersônicas, o armamento entrou oficialmente em serviço ativo no fim de 2025 e é apontado por especialistas como um dos mísseis mais difíceis de interceptar em operação atualmente.
Segundo informações divulgadas por Moscou, o Oreshnik pode alcançar alvos a até 5.500 quilômetros de distância. Isso permitiria atingir grande parte da Europa a partir do território russo ou de Belarus, onde unidades do sistema já foram instaladas.
Nesta imagem feita a partir de um vídeo divulgado pelo serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia na segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, o sistema de mísseis Oreshnik, da Rússia, aparece durante um treinamento em local não divulgado em Belarus — Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia via AP
Como funciona o sistema de mísseis
Segundo informações divulgadas pela Rússia e pela Ucrânia, o Oreshnik pode atingir velocidades de até 13 mil quilômetros por hora. Essa característica reduz o tempo de resposta dos sistemas de defesa aérea e dificulta a interceptação do armamento.
Embora seja classificado como um míssil de alcance intermediário, lançamentos já observados ocorreram em distâncias menores, estimadas entre 800 e 850 quilômetros. Especialistas afirmam, no entanto, que o sistema tem capacidade para trajetórias significativamente mais longas.
O Oreshnik também pode utilizar ogivas múltiplas, conhecidas pela sigla MIRV, que permitem a liberação de vários projéteis na fase final do voo: um único míssil pode transportar entre seis e oito ogivas, cada uma programada para atingir um alvo diferente.
Esse recurso aumenta o potencial destrutivo do ataque e dificulta a atuação das defesas, já que múltiplos alvos precisam ser interceptados ao mesmo tempo.
Mesmo sem explosivos, o impacto das ogivas pode causar danos devido à alta energia cinética gerada pela velocidade do míssil.

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Por que o Oreshnik é difícil de interceptar
Especialistas afirmam que o Oreshnik representa um desafio significativo para os atuais sistemas de defesa aérea por três fatores principais:
- Velocidade extrema: que reduz drasticamente o tempo de reação dos radares e interceptadores;
- Trajetória variável: já que as ogivas podem realizar manobras na fase final do voo, fugindo do padrão balístico clássico;
- Saturação de defesas: provocada pelo lançamento simultâneo de múltiplas ogivas contra diferentes alvos.
Esse conjunto torna o míssil “virtualmente impossível de interceptar” com as tecnologias atualmente disponíveis, segundo analistas militares.
O primeiro teste do Oreshnik ocorreu em novembro de 2024, quando o míssil foi disparado contra a cidade de Dnipro, na Ucrânia, com ogivas inertes, em uma demonstração de capacidade tecnológica.
O sistema entrou oficialmente em serviço ativo em 30 de dezembro de 2025, e a produção em série já foi iniciada.

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A Rússia usou o Oreshnik pela primeira vez em novembro de 2024, quando fez um disparo experimental contra uma fábrica em Dnipro, na Ucrânia (veja vídeo acima).
O uso do míssil ocorre em um momento delicado das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no final do ano, em seu resort na Flórida, que Kiev e Moscou estariam “mais perto do que nunca” de um acordo. Mesmo assim, segundo ele, as negociações lideradas pelos EUA, que já duram meses, ainda podem fracassar.
🚀 Mísseis de alcance intermediário podem percorrer entre 500 e 5.500 quilômetros. Esse tipo de arma era proibido por um tratado da era soviética, abandonado por Estados Unidos e Rússia em 2019.
Os negociadores seguem sem acordo sobre pontos centrais, como a retirada de tropas em território ucraniano e o futuro da Crimeia, ocupada pela Rússia e uma das 10 maiores penínsulas do mundo.
Putin elogiou as capacidades do míssil, dizendo que suas múltiplas ogivas atingem o alvo a velocidades de até 12.000 km/h e não podem ser interceptadas.

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3 semanas atrás
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