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Como funcionava o esquema do Banco Master, segundo a investigação

"O plano de negócios, desde 2018, que entregamos ao Banco Central, era baseado no FGC. O plano do Banco Master era 100% atrelado ao fundo, e não havia nada de errado nisso. Era a regra do jogo", disse Vorcaro à PF.

Segundo os investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos para sustentar este modelo e a intensa demanda de 1,6 milhão de clientes acumulados no período, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.

Ativos inflados por meio de fundos

Os primeiros sinais de problemas de caixa do Master surgiram entre 2023 e 2024, quando o banco passou a buscar alternativas para preservar a saúde de seus balancetes. Nesse período, o conglomerado teria movimentado valores bilionários por meio de triangulações. Na prática, financiava a si mesmo, fazendo o dinheiro circular por diversos fundos de investimento antes de retornar ao próprio banco, afirma o Banco Central.

A autarquia identificou que, para isso, o banco emprestava recursos a empresas recém-fundadas, supostamente controladas por laranjas. Essas companhias aplicavam o dinheiro em fundos da Reag Investimentos - hoje chamada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários -, o que retirava as cifras do balanço do banco e as transferia ao mercado de capitais.

Em questão de minutos, o dinheiro circulava por fundos ligados aos mesmos intermediários e, por fim, era usado para comprar ativos de baixo ou nenhum valor real, como letras de crédito do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc). Nesse caso, porém, os títulos seriam inflados, segundo a investigação. O fundo High Tower, por exemplo, teria adquirido R$ 850 milhões em carteiras do Besc, mas declarou que valiam R$ 10 bilhões.

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