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Como ganhei quase 2 horas extras de bateria por dia sem baixar app nenhum

A autonomia do celular raramente volta a ser a mesma depois de alguns anos de uso. Mesmo sem mudar a rotina, a sensação é de que ela passa a durar cada vez menos — e, no meu caso, isso começou a ficar evidente no iPhone 14, que já está com 82% de saúde. Antes de considerar a troca do aparelho, resolvi testar algo mais simples: revisar permissões e ajustes do próprio sistema para entender o que poderia estar ajudando na drenagem de energia, além do meu uso intenso. Sem baixar aplicativos ou recorrer a soluções externas, consegui cerca de duas horas extras de uso por dia. Entenda a seguir.

 Shutterstock A seguir, entenda como consegui mais tempo de bateria sem recorrer a apps externos — Foto: Shutterstock

Como ganhei quase 2 horas extras de bateria por dia

Há alguns meses, me sinto bastante incomodada com a drenagem de bateria do meu dispositivo. Utilizo um iPhone que já está perto de ser trocado: a saúde da bateria já está baixa, o que me faz ter que carregá-lo três (ou mais) vezes ao dia. Mas a culpa não é só do celular, meu uso é intenso. Da hora que acordo à hora de dormir, ele faz parte de quase todos os momentos. Começo checando as redes sociais logo pela manhã e respondendo mensagens do WhatsApp. Mas durante o dia, acabo baixando fotos pesadas por conta do trabalho, escuto músicas e assisto filmes e séries em apps de streaming. Sem contar que muitas vezes, para conseguir usar o telefone com frequência, retiro do cabo antes mesmo dele chegar à sua porcentagem segura (80%, segundo a própria Apple).

Pensando no problema, tentei encontrar formas de minimizar esse esgotamento rápido. Para isso, o primeiro passo foi acessar “Ajustes” e “Bateria”. Ali, gráficos foram exibidos mostrando o nível de carga ao longo das últimas 24 horas (também é possível visualizar a informação referente aos últimos 10 dias). Também visualizei o meu nível de atividade, que reforça o que já relatei anteriormente: um uso intenso, em quase todos os horários do dia.

Rolando a página, o sistema também mostra o uso por app. Não tenho plataformas “esquecidas” instaladas no celular, mantendo apenas aquelas que realmente são úteis para mim. O Instagram está no topo da lista, totalizando 35% do uso; em seguida vem o WhatsApp, com 19% – o que faz sentido, já que além do lazer elas são usadas na minha rotina profissional. O restante dos apps demanda uma porcentagem consideravelmente menor, como Globoplay (9%), TikTok (9%) e X (9%).

 Reprodução/Mariana Tralback Em "Bateria" é possível visualizar os aplicativos que estão demandando maior consumo — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Ainda que os números sejam condizentes com o meu dia a dia, resolvi buscar formas de diminuir o consumo, checando alguns ajustes que podem justificar parte do uso intenso de energia, como plataformas funcionando em segundo plano de forma desnecessária e permissões ativas que não fazem sentido. Para isso, com a lista de aplicativos com alto uso em mente, fui até “Ajustes”, “Apps” e entrei em cada um deles para verificar a situação por ali. No Instagram, o maior “vilão”, notei que o acesso à localização estava definido como “Sempre” e fiz a alteração para “Durante o Uso do App”. Em outras plataformas, também encontrei configurações que poderiam ser alteradas a fim de otimizar a duração da carga.

 Reprodução/Mariana Tralback Ao analisar os apps com maior gasto de bateria, notei permissões desnecessárias; o GPS do Instagram, por exemplo, estava definido como "Sempre" — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Os ajustes que realmente justificam o ganho de bateria

  • a. Restrição de atividade em segundo plano
  • b. Localização só “durante o uso”
  • c. Notificações desnecessárias desligadas
  • d. Dados em segundo plano limitados

a. Restrição de atividade em segundo plano

Um dos ajustes com maior impacto positivo é limitar a atividade de aplicativos em segundo plano – isso porque eles não precisam funcionar o tempo todo. No meu dispositivo, quase todas as plataformas estavam com esse recurso ativo: redes sociais, apps de edição de imagens, streaming, delivery de comida, apps bancários, entre muitos outros. Com essa “permissão”, eles costumam atualizar conteúdo constantemente, mesmo quando não estão abertos. Isso quer dizer que acontece uma sincronização invisível, que faz diferença no consumo da bateria no dia a dia.

No iPhone, é possível acessar “Ajustes”, “Apps” e restringir as atualizações em segundo plano para aplicativos específicos. Como resultado, ocorrem menos atualizações silenciosas, menos processos ativos e menos consumo contínuo de energia. O aplicativo continua funcionando normalmente quando é aberto, mas deixa de disputar bateria em segundo plano ao longo do dia.

 Reprodução/Mariana Tralback Atualizações em segundo plano fazem com que os apps continuem "funcionando", mesmo quando estão fechados — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

b. Localização configurada para “durante o uso”

Outro ponto decisivo foi revisar as permissões de localização. Muitos aplicativos ficam configurados como “Sempre”, mesmo quando não há necessidade real disso – e o GPS ativo é outro dos fatores que mais contribuem para a drenagem de carga. No meu dispositivo, acessei “Ajustes”, “Apps” e encontrei a configuração em plataformas como Instagram, Google Maps e TikTok.

A solução foi ajustar as permissões para “Durante o Uso do App”. Assim, as plataformas só acessam o GPS quando estão abertas na tela. Fora disso, o sistema bloqueia a coleta da localização, reduzindo o consumo da bateria sem comprometer o funcionamento normal dos aplicativos.

 Reprodução/Mariana Tralback Manter a localização dos aplicativos definida como "Sempre" faz com que a bateria acabe mais rápido; o mais indicado é configurá-la para "Durante o Uso" — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

c. Notificações desnecessárias desligadas

Nem toda notificação é necessária. Muitos aplicativos enviam promoções, lembretes ou sugestões que podem nem ser de interesse do usuário. O problema é que cada notificação faz o sistema “acordar”: ativa processamento, consome dados e, em muitos casos, liga a tela.

Desativar as notificações de apps menos importantes reduz esse ciclo constante de ativação. Menos alertas significa menos tempo de tela ligada e menos tarefas rodando em segundo plano para entregá-los. Para realizar a configuração, acessei “Ajustes”, “Apps” e toquei nas plataformas cujas notificações não são tão importantes para a minha rotina, como YouTube. Em seguida, desliguei a chave ao lado de “Permitir Notificações” - vale destacar que eu já havia tentado fazer isso no próprio app, mas os alertas continuaram sendo enviados. Então, o mais indicado é recorrer ao próprio sistema operacional.

 Reprodução/Mariana Tralback Notificações desnecessárias ativam o processamento e geralmente ligam a tela, o que também drena a energia do aparelho — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

d. Dados em segundo plano limitados

Alguns aplicativos continuam usando internet móvel mesmo quando não estão abertos. Com isso, muitos deles ficam sincronizando informações sozinhos ao longo do dia, o que consome tanto o plano de dados quanto a bateria.

Para "corrigir” o problema, fui até “Ajustes”, Celular” e revisei app por app na seção “Dados celulares”. Desativei os dados móveis daqueles que não precisam funcionar o tempo todo fora de casa. Assim, eles só atualizam quando estou conectada ao Wi-Fi ou quando eu realmente abro o aplicativo.

 Reprodução/Mariana Tralback Desativando o uso de dados móveis em segundo plano para apps específicos — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Depois de realizar os ajustes, testei o dispositivo durante um dia inteiro para notar as alterações na bateria e apresentar os resultados nesta matéria. O "experimento" foi realizado em um dia comum de trabalho — já que no fim de semana o meu uso é menos intenso. Como sempre, comecei minhas atividades por volta das 7 horas da manhã, com 100% de bateria: acessei minhas redes sociais, fiz uma ligação de vídeo pelo WhatsApp, tirei capturas de tela para uma matéria, escrevi legendas e fiz postagens para alguns clientes da agência. A primeira recarga aconteceu às 13h30 – anteriormente, eu não conseguia passar das 12h com bateria sobrando.

Depois do almoço, na segunda parte do dia, continuei com o uso frequente. O próximo carregamento aconteceu antes de dormir. Isso me fez ganhar aproximadamente duas horas de uso, o que é animador no meu contexto (que soma uso contínuo com bateria já desgastada). Até o momento, nenhum dos ajustes causou um impacto que tenha me atrapalhado.

Vale destacar que o ganho de bateria varia conforme diversos fatores: para quem, ao contrário de mim, mexe no celular com menos frequência durante o dia, a duração pode ser ainda maior. O modelo do aparelho também entra nessa conta; em celulares Android, os resultados podem ser diferentes, por exemplo. De qualquer modo, se você sofre quando recebe o alerta de que a bateria está acabando (e o dia não), indico fazer esses ajustes simples que poderão garantir mais tempo de uso.

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