As empresas são acusadas de promover vício em crianças e adolescentes, principalmente por causa do funcionamento de seus algoritmos, para aumentar seus lucros (veja mais sobre o julgamento abaixo).
Para o antropólogo da tecnologia David Nemer, professor da Universidade da Virgínia, o caso pode estabelecer um precedente com impacto global — inclusive no Brasil.
Nesse cenário, ele acredita também que deve acontecer um efeito cascata global em relação a atitudes mais rígidas, tanto do estado quanto dos pais, em relação ao acesso de crianças e adolescentes a esses canais.
🔎A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada nos documentos do processo pelas iniciais K.G.M., e chamada de Kaley no tribunal. Ela afirma que as redes sociais contribuíram para que desenvolvesse depressão, ansiedade, pensamentos suicidas e distorções na forma como se enxerga.
Meta e Google enfrentam júri popular histórico — Foto: AP/Reuters
Nemer explica que, atualmente, por serem sediadas nos EUA, a maioria das big techs é protegida por uma lei conhecida como Seção 230, criada em 1996. A norma isenta as redes sociais de responsabilidade sobre o que é publicado por seus usuários.
Segundo o especialista, na época em que essa regra foi criada, a internet funcionava de forma muito diferente de hoje. E esse é justamente o centro do que está em debate no julgamento.
O que está em debate, segundo ele, é se redes sociais deixaram de apenas hospedar conteúdo e passaram a usar algoritmos para decidir o que cada usuário vê — com o objetivo de manter as pessoas conectadas pelo maior tempo possível.
Se o júri entender que esse funcionamento ultrapassa o papel de simples intermediárias, a interpretação da Seção 230 pode ser afetada na prática, segundo ele.
No Brasil, o tema já está em discussão.
Comparação com a indústria do tabaco
Os advogados que processam Meta e Google adotam uma estratégia semelhante à usada contra a indústria do tabaco nas décadas de 1990 e 2000, segundo a agência France Presse.
A ideia é defender que redes sociais são um “produto” que pode causar dependência e prejuízos à saúde — e não apenas uma plataforma neutra.
Se a Justiça dos EUA aceitar esse argumento, vai abrir caminho para uma regulamentação mais rígida do governo em relação às plataformas.
Segundo David Nemer, isso poderia levar o Congresso americano a discutir regras específicas para o funcionamento das plataformas, de forma semelhante ao que ocorreu com o tabaco.
Ele afirma que, assim como o cigarro não pode ser vendido para menores de 18 anos e traz alertas claros sobre riscos à saúde, algo semelhante poderia ser adotado para as plataformas.

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1 semana atrás
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