Todos os anos, milhares de estudantes brasileiros buscam formas de ingressar no ensino superior com apoio financeiro do governo federal. Entre as principais políticas públicas estão o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo em faculdades privadas, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que permite financiar a graduação a juros baixos ou zero.
Entender como funcionam esses programas, quais são os requisitos para participar e como fazer a inscrição pode ser a diferença entre conquistar uma vaga no ensino superior ou perder prazos importantes. Este guia traz informações completas e atualizadas sobre ProUni e Fies, explicando passo a passo todo o processo: desde os critérios de participação até a confirmação da matrícula na instituição escolhida.
ProUni oferece bolsas de estudo e Fies financia graduação com condições facilitadas de pagamento 📝 — Foto: TechTudo/Késya Holanda O Programa Universidade para Todos (ProUni) é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) criada em 2005 pela Lei nº 11.096. O objetivo principal é democratizar o acesso ao ensino superior, oferecendo bolsas de estudo em instituições privadas de educação superior para estudantes brasileiros de baixa renda que ainda não possuem diploma de graduação.
Desde sua criação, o ProUni já beneficiou mais de 3,6 milhões de estudantes em todo o Brasil, com destaque para mulheres e pessoas negras. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2023, 58% dos bolsistas do ProUni conseguiram concluir a graduação, índice bem superior aos 36% de estudantes que não participam do programa.
Tipos de bolsa oferecidas:
O ProUni oferece dois tipos de bolsa, diferenciados pelo percentual de desconto na mensalidade:
- Bolsa integral (100%): Cobre a totalidade do valor da mensalidade do curso. É destinada a estudantes com renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 2.277 em valores de 2025).
- Bolsa parcial (50%): Cobre metade do valor da mensalidade do curso. É direcionada a candidatos cuja renda familiar bruta mensal per capita não exceda três salários mínimos (R$ 4.554 em valores de 2025).
Programa Universidade para Todos já beneficiou mais de 3,6 milhões de estudantes desde 2005 — Foto: Reprodução/Freepik Para concorrer às bolsas do ProUni, o candidato precisa atender simultaneamente a vários requisitos. Primeiro, deve ter participado de uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido no mínimo 450 pontos na média das cinco provas, além de nota acima de zero na redação. É vedada a participação de quem fez o Enem como "treineiro".
Além da nota do Enem, o estudante deve se enquadrar em pelo menos uma destas condições: ter cursado o ensino médio completo em escola pública; ter estudado em escola privada na condição de bolsista integral; ter cursado parte do ensino médio em escola pública e parte em instituição privada como bolsista integral; ser pessoa com deficiência; ou ser professor da rede pública de educação básica, neste caso apenas para cursos de licenciatura e pedagogia (sem exigência de renda).
As bolsas também seguem políticas de ações afirmativas. Candidatos que se autodeclararem indígenas, pretos ou pardos, ou que sejam pessoas com deficiência, podem optar por concorrer a vagas reservadas especificamente para esses grupos, seguindo os percentuais estabelecidos por cada estado conforme dados do IBGE.
Como se inscrever no ProUni: passo a passo
O processo de inscrição no ProUni acontece duas vezes por ano, geralmente em janeiro/fevereiro (para ingresso no primeiro semestre letivo) e em junho/julho (para o segundo semestre). As inscrições são totalmente gratuitas e realizadas exclusivamente pela internet. Veja o passo a passo completo:
Passo 1: Acesse o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior
Inscrições no ProUni são feitas exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior — Foto: Reprodução/GOV Entre no site oficial acessounico.mec.gov.br/prouni. Este é o único endereço oficial para inscrição no ProUni. Desconfie de sites que cobram taxas ou prometem facilidades, pois o processo é sempre gratuito.
Inscrições no ProUni são feitas exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior — Foto: Divulgação/GOV O acesso ao sistema exige autenticação através da conta GOV.BR, plataforma digital única do governo federal. Se for seu primeiro acesso, será necessário criar uma conta informando CPF e seguindo os procedimentos de verificação. Quem já possui conta simplesmente insere CPF e senha para prosseguir.
Passo 3: Preencha os dados pessoais e socioeconômicos
Preencha seus dados no portal — Foto: Reprodução/GOV Após o login, o sistema solicitará informações pessoais completas (nome, data de nascimento, endereço, telefone, e-mail válido). Em seguida, você precisará preencher o questionário socioeconômico, informando dados sobre composição familiar, renda de cada membro da família e situação de moradia. Essas informações servirão para calcular a renda familiar bruta mensal per capita e definir qual tipo de bolsa você pode concorrer.
Passo 4: Escolha curso, instituição e modalidade de bolsa
Sistema permite escolher até duas opções de curso em ordem de preferência — Foto: Reprodução/GOV O sistema permite selecionar até duas opções de curso, em ordem de preferência. Você pode filtrar as vagas disponíveis por curso, instituição de ensino, município e turno (matutino, vespertino ou noturno). Também é necessário escolher a modalidade de concorrência: ampla concorrência ou cotas (para pessoas com deficiência, indígenas, pretos ou pardos).
Passo 5: Acompanhe as notas de corte em tempo real
Notas de corte são atualizadas diariamente durante período de inscrições e podem ser acompanhadas pelo candidato — Foto: Reprodução/GOV Durante o período de inscrições, o sistema do ProUni atualiza diariamente as notas de corte de cada curso. A nota de corte é a menor pontuação para ficar entre os potencialmente classificados, considerando o número de vagas disponíveis. Você pode alterar suas opções de curso quantas vezes quiser até o encerramento das inscrições, valendo sempre a última escolha registrada.
Passo 6: Aguarde o resultado
O resultado da primeira chamada é divulgado cerca de uma semana após o encerramento das inscrições. Você pode consultar o resultado no próprio Portal Único do ProUni ou diretamente nas instituições de ensino escolhidas. Caso não seja selecionado na primeira chamada, aguarde a segunda chamada, que acontece aproximadamente um mês depois.
Passo 7: Comprovação de informações (se for pré-selecionado)
Os candidatos pré-selecionados precisam comparecer pessoalmente à instituição de ensino no prazo estabelecido (geralmente entre 10 e 14 dias após divulgação do resultado) portando documentos que comprovem as informações prestadas na inscrição. A lista de documentos inclui: RG, CPF, comprovante de residência, histórico escolar do ensino médio, comprovantes de renda de todos os membros da família maiores de 18 anos, entre outros específicos conforme cada situação.
Passo 8: Lista de espera (se não for selecionado)
Candidatos não selecionados nas duas chamadas regulares podem manifestar interesse em participar da lista de espera através do próprio Portal Único. A lista de espera é utilizada para preencher vagas que ficaram ociosas por desistência ou reprovação na fase de comprovação de informações. O processo de convocação pela lista de espera segue a mesma ordem de classificação das chamadas regulares.
Fundo de Financiamento Estudantil permite pagar graduação após conclusão do curso com juros baixos ou zero — Foto: Reprodução/GOV O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do governo federal instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Diferentemente do ProUni, que oferece bolsas de estudo, o Fies concede financiamento para estudantes pagarem a graduação em instituições privadas, com condições facilitadas de pagamento apenas após a conclusão do curso.
O programa passou por reformulação significativa em 2018, ficando conhecido como "Novo Fies". Atualmente, existem modalidades com juros zero para estudantes de baixa renda e modalidades com juros variáveis conforme a instituição financeira. O objetivo continua sendo facilitar o acesso ao ensino superior para quem não tem condições de arcar integralmente com os custos durante o período de estudos.
O Fies possui três modalidades principais:
- Fies tradicional (juros zero): Destinado exclusivamente a estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos. Não são cobrados juros sobre o valor financiado, tornando a dívida mais acessível no longo prazo.
- Fies Social: Modalidade criada para estudantes em situação de maior vulnerabilidade social. Reserva 50% das vagas para estudantes com renda familiar per capita de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único (Meu CadÚnico) em situação ativa. Nesses casos, o financiamento pode cobrir até 100% dos encargos educacionais, com juros zero.
- P-Fies (Financiamento com instituições privadas): Criado em 2018, possui regras mais flexíveis. Desde 2020, não exige limite de renda para participar. As taxas de juros são variáveis e dependem da instituição financeira responsável pelo financiamento. O P-Fies não possui períodos específicos de inscrição, podendo ser solicitado a qualquer momento do ano diretamente com as instituições participantes.
Estudantes tem acesso à faculdade através do programa — Foto: Reprodução/Freepik Para se inscrever no Fies tradicional ou Fies Social, o candidato precisa ter participado de qualquer edição do Enem a partir de 2010, ter obtido média mínima de 450 pontos nas cinco provas e nota superior a zero na redação. É vedada a participação de quem fez o Enem na condição de "treineiro".
Além dos requisitos de nota, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 4.554 em valores de 2025). Para concorrer especificamente ao Fies Social, a renda familiar per capita não pode exceder meio salário mínimo e o candidato deve estar cadastrado no CadÚnico em situação ativa.
Diferentemente do ProUni, o Fies não exige que o candidato tenha cursado ensino médio em escola pública. Estudantes de escolas privadas podem participar normalmente, desde que atendam aos demais critérios. No entanto, quem já possui diploma de ensino superior tem prioridade menor na classificação, ficando atrás de candidatos sem graduação.
Como se inscrever no Fies: passo a passo
O processo de inscrição no Fies também ocorre duas vezes ao ano e é realizado exclusivamente online. Veja o passo a passo detalhado:
Passo 1: Acesse o portal do Fies
Inscrições no Fies são realizadas pelo mesmo Portal Único usado no ProUni — Foto: Reprodução/GOV Entre no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior no endereço acessounico.mec.gov.br/fies durante o período de inscrições. Clique no botão "Inscreva-se", que fica visível na página inicial quando as inscrições estão abertas.
Passo 2: Faça login com GOV.BR
Assim como no ProUni, o acesso ao sistema do Fies exige autenticação via conta GOV.BR. Insira seu CPF e senha, ou crie uma conta caso seja seu primeiro acesso. Após a autenticação, você será direcionado para o sistema Fies Seleção, onde a inscrição é efetivamente realizada.
Passo 3: Preencha os dados pessoais
Sistema Fies Seleção solicita informações pessoais completas para processar inscrição — Foto: Reprodução/GOV O sistema solicita informações como nome completo, CPF, data de nascimento, endereço, telefone e e-mail válidos. Preencha todos os campos obrigatórios e clique em "Gravar e avançar" para prosseguir para a próxima etapa.
Passo 4: Autodeclaração étnico-racial e escolaridade
Nesta etapa, você deve fazer a autodeclaração do perfil étnico-racial para concorrer às vagas reservadas a pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência. Também é necessário informar sua escolaridade e declarar estar ciente da veracidade dos dados fornecidos. Informações falsas podem resultar no encerramento do financiamento posteriormente.
Passo 5: Escolha até três cursos
Fies permite selecionar até três opções de curso, estado, município e instituição de ensino — Foto: Reprodução/GOV O Fies permite que você selecione até três opções de curso, em ordem de preferência. Para cada opção, escolha o estado, município, curso pretendido e instituição de ensino. Utilize os filtros disponíveis para encontrar as opções que melhor atendem seu interesse. Após escolher os três cursos (ou menos, se desejar), confirme suas escolhas.
Passo 6: Informe dados financeiros da família
Preencha os campos com os dados financeiros do candidato e de cada membro da família. É necessário informar renda de todos os familiares que residem na mesma casa, incluindo salários, aposentadorias, pensões e outras fontes de renda. Essas informações determinam se você se enquadra nos critérios do Fies tradicional ou do Fies Social.
Passo 7: Revisão e conclusão da inscrição
Revise cuidadosamente todas as informações preenchidas. Caso algo esteja incorreto, volte e corrija antes de finalizar. Conclua obrigatoriamente a inscrição acionando o botão "Concluir a inscrição". Sem essa confirmação final, sua participação no processo seletivo não será garantida.
Passo 8: Salve o comprovante
Comprovante de inscrição deve ser salvo para acompanhamento e etapas posteriores do processo — Foto: Reprodução/GOV Após concluir a inscrição, salve o comprovante com a chave de segurança. Esse documento é importante para acompanhar sua inscrição e será solicitado em etapas posteriores. Você também pode acompanhar sua colocação e as notas de corte das opções escolhidas durante o período de inscrições.
Passo 9: Acompanhe o resultado da chamada única
Diferente do ProUni que tem duas chamadas, o Fies possui chamada única. O resultado é divulgado aproximadamente duas semanas após o encerramento das inscrições. Se você for pré-selecionado, precisará acessar novamente o sistema Fies Seleção em prazo específico (geralmente 3 dias) para complementar sua inscrição com informações adicionais.
Passo 10: Validação de informações na CPSA
Candidatos pré-selecionados devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino escolhida para validar as informações declaradas na inscrição. Leve todos os documentos comprobatórios de renda, escolaridade e composição familiar. A CPSA verificará se você realmente atende aos requisitos do programa.
Passo 11: Formalização do contrato com o agente financeiro
Formalização do contrato de financiamento é feita com a Caixa Econômica Federal, agente financeiro do Fies — Foto: Reprodução/GOV Após aprovação pela CPSA, o último passo é formalizar o contrato de financiamento com o agente financeiro, que atualmente é a Caixa Econômica Federal. Você precisará apresentar documentação específica (RG, CPF, comprovante de residência, entre outros) e assinar digitalmente o contrato. Somente após essa etapa o financiamento começa a valer.
Passo 12: Lista de espera (se não for pré-selecionado)
Candidatos não selecionados na chamada única participam automaticamente da lista de espera, que observa a mesma ordem de classificação. A lista de espera é usada para preencher vagas eventualmente não ocupadas. O período de convocação via lista de espera pode se estender por vários meses após o resultado da chamada regular.
ProUni x Fies: quais são as diferenças?
Embora ambos sejam programas federais de acesso ao ensino superior, ProUni e Fies possuem diferenças fundamentais que é importante conhecer antes de escolher por qual se inscrever. Entender essas distinções ajuda a tomar uma decisão mais alinhada com sua situação financeira e objetivos acadêmicos.
ProUni oferece bolsa sem pagamento futuro, enquanto Fies é financiamento que gera dívida após formatura — Foto: Reprodução/Freepik A diferença mais básica está na natureza do apoio. O ProUni oferece bolsa de estudo, ou seja, desconto direto na mensalidade que não precisa ser devolvido. Se você ganha uma bolsa integral, cursa a graduação inteira sem pagar nada. Com bolsa parcial de 50%, paga apenas metade da mensalidade.
Já o Fies é um financiamento estudantil. O governo (ou instituição financeira, no P-Fies) paga a mensalidade enquanto você estuda, mas esse valor se torna uma dívida que precisa ser quitada após a formatura. No Fies com juros zero, você paga exatamente o valor financiado, parcelado em até 18 anos. No P-Fies, há juros sobre o valor, aumentando o montante final a ser pago.
As faixas de renda variam entre os programas. Para bolsa integral do ProUni, a renda familiar per capita não pode ultrapassar 1,5 salário mínimo. Para bolsa parcial do ProUni, o limite é de três salários mínimos per capita.
No Fies tradicional e Fies Social, o limite de renda familiar per capita é de três salários mínimos. Especificamente para o Fies Social, que oferece financiamento de até 100% com juros zero, a renda não pode exceder meio salário mínimo per capita e é necessário estar inscrito no CadÚnico. O P-Fies não possui limite de renda, sendo acessível a estudantes de diferentes perfis econômicos.
Pagamento após conclusão do curso:
No ProUni, não há pagamento posterior. A bolsa é um benefício permanente que cobre mensalidades durante toda a duração do curso, sem gerar dívida futura. Você só precisa manter bom desempenho acadêmico (não reprovar muitas disciplinas) e continuar atendendo aos requisitos de renda.
No Fies, após concluir a graduação, você entra no período de amortização da dívida. Há uma carência de 18 meses após a formatura, durante a qual você paga apenas juros (se houver) ou parcelas simbólicas. Depois disso, começa o pagamento efetivo do principal, que pode ser parcelado em até 18 anos. O valor das parcelas é calculado com base na sua renda declarada após formado, não podendo comprometer mais de 10% da renda bruta.
Possibilidade de usar os dois programas:
Sim, é possível combinar ProUni e Fies, mas com ressalvas. Estudantes que conquistam bolsa parcial de 50% do ProUni podem financiar os outros 50% da mensalidade através do Fies. Essa combinação permite estudar pagando zero durante a graduação e quitando apenas metade do valor total do curso após formado, com condições facilitadas.
No entanto, não é possível usar Fies se você tem bolsa integral do ProUni, já que nesse caso não há mensalidade a financiar. Também vale lembrar que para usar Fies junto com ProUni, você precisa atender aos requisitos de ambos os programas e fazer as inscrições separadamente em cada um.
Principais erros e dúvidas comuns
Ao longo dos anos, diversos candidatos cometem erros que podem resultar em desclassificação ou perda de oportunidades. Conhecer os equívocos mais frequentes ajuda a evitá-los:
Erro 1: Confundir nota mínima com nota de corte
A nota mínima do Enem para participar é 450 pontos na média das cinco provas, com redação acima de zero. Isso é apenas o requisito básico para se inscrever. A nota de corte é diferente: é a menor pontuação entre os potencialmente classificados para determinado curso, considerando o número de vagas. Ter 450 pontos permite inscrição, mas pode não ser suficiente para aprovação em cursos concorridos, onde as notas de corte chegam a 700 ou 800 pontos.
Erro 2: Perder prazos de comprovação de informações
Perder prazo de comprovação de informações é um dos erros mais comuns que resulta em perda da vaga — Foto: Reprodução/Freepik Ser pré-selecionado não garante a bolsa ou financiamento automaticamente. Você precisa comparecer à instituição de ensino no prazo estabelecido (geralmente entre 7 e 14 dias após divulgação do resultado) com toda a documentação exigida. Perder esse prazo significa perder a vaga, mesmo tendo sido aprovado. Organize os documentos com antecedência e não deixe para a última hora.
Erro 3: Informações incorretas ou incompatíveis sobre renda
Muitos candidatos cometem erros no cálculo da renda familiar per capita ou omitem fontes de renda. Durante a fase de validação, a instituição confere todos os comprovantes. Renda declarada incompatível com os documentos apresentados resulta em reprovação. Seja honesto e cuidadoso ao preencher dados financeiros. Se tiver dúvidas sobre como calcular a renda per capita, procure orientação antes de fazer a inscrição.
Erro 4: Não entender a diferença entre pré-seleção e confirmação da vaga
Ser pré-selecionado significa que você ficou entre os melhores classificados e tem direito a prosseguir no processo. Não significa que a vaga já está garantida. Você ainda precisa comprovar as informações prestadas na inscrição e, no caso do Fies, passar pela validação da CPSA e formalização do contrato. A vaga só é definitivamente sua após conclusão de todas essas etapas.
Erro 5: Escolher cursos apenas pela nota de corte
Alguns candidatos escolhem cursos com base unicamente na nota de corte mais baixa, ignorando afinidade com a área ou perspectivas de carreira. Lembre-se que você passará pelo menos quatro anos estudando essa graduação. Escolha algo que faça sentido para seu projeto de vida, não apenas onde é mais fácil entrar.
Erro 6: Não manifestar interesse na lista de espera
Perder prazo de comprovação de informações é um dos erros mais comuns que resulta em perda da vaga — Foto: Reprodução/Freepik Se você não for selecionado nas chamadas regulares (ProUni) ou na chamada única (Fies), precisa ATIVAMENTE manifestar interesse em participar da lista de espera através do sistema. Essa manifestação não é automática. Muitos candidatos perdem oportunidades por esquecer desse passo simples.
Erro 7: Fazer inscrição sendo inelegível
Candidatos que já possuem diploma de ensino superior não podem participar do ProUni (exceto professores da rede pública para licenciaturas). No Fies, podem participar mas com prioridade muito menor. Quem participou do Enem como "treineiro" (ainda cursando 1º ou 2º ano do ensino médio) também está vedado. Certifique-se de que atende a todos os requisitos antes de perder tempo com a inscrição.
Erro 8: Não acompanhar mudanças na legislação
Editais e regras dos programas podem sofrer alterações de um ano para outro. Valores de renda, documentos exigidos, prazos e até modalidades de bolsa podem mudar. Sempre consulte o edital atualizado do processo seletivo do ano em que pretende participar, não confie apenas em informações de anos anteriores.
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