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Discussões, notícias e reflexões pensadas para mulheres
Sem bola de cristal, é difícil responder com toda certeza a essa pergunta, é claro. Mas temos algumas pistas do que 2026 trará em termos da agenda de direitos das mulheres.
Feminicídio
O assassinato de mulheres se projetou como um problema gravíssimo com a onda de casos tenebrosos do final do ano passado —e deve permanecer como um dos grandes temas de discussão.
São Paulo, por exemplo, fechou 2025 com o maior índice de casos desde 2018, quando começaram a ser medidas essas estatísticas. Foram 233 feminicídios e 61,4 mil agressões a mulheres, além de mais de 3.000 estupros. Em janeiro, já há ao menos mais uma morte: Carla Carolina Miranda da Silva, 39, foi esfaqueada na rua no centro da capital paulista. O ex-namorado foi preso.
Como enfrentar a violência contra a mulher ainda é uma pergunta sem resposta clara no Brasil. No ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, os formuladores de políticas públicas precisam se mobilizar para que a legislação —considerada uma das melhores do mundo— se faça cumprir na prática.
Eleições
Aborto
Ainda falando em eleições, o tema sempre dá as caras no processo de escolha de um novo presidente. Em 2026, não deve ser diferente. Como candidato à reeleição, será importante manter o radar ligado nas declarações de Lula sobre aborto, que historicamente são em cima do muro. O petista costuma dizer que é contra o procedimento e que esse é um assunto para o Congresso, não o Executivo. Ao mesmo tempo, já disse mais de uma vez que o considera um problema de saúde pública.
A rejeição do eleitorado conservador à questão pode também influenciar decisões do governo federal neste ano e o apoio que sua base dará ao tema no Legislativo. No fim de 2025, a Câmara aprovou um projeto para invalidar a resolução do Conanda (Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente) sobre aborto legal em menores de idade. O texto agora está no Senado.
Copa do Mundo
Para não falar só dos desafios, 2026 também será o esquenta do próximo Mundial de futebol feminino. O torneio acontecerá no Brasil no ano que vem. Por isso, o país deve receber a Copa América feminina, entre março e abril —Porto Alegre se voluntariou para sediar o evento.

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