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Conselheiros do BRB indicados por Ibaneis e Reag renunciam aos cargos

Quem indicou primeiro, porém, foi Ibaneis. O governador emplacou a dupla e sua chefe de gabinete, Juliana Monici Souza Pinheiro, para o conselho, como já havia revelado o jornal O Estado de S. Paulo. Só depois o fundo Borneo assumiu a indicação dos dois, que são advogados.

Tanto Ibaneis quanto Juliana viraram réus em um processo sigiloso aberto pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Sobre as renúncias, o BRB escreve em fato relevante que "conduz suas atividades com responsabilidade, ética e transparência, e reitera seu compromisso de manter seus acionistas e o mercado devidamente informados sobre atos e fatos relevantes".

O Conselho Fiscal tem a missão de fiscalizar a gestão do banco. Ele pode questionar os resultados contábeis e pedir documentos e explicações à diretoria. Apesar das suspeitas envolvendo a relação do Master com o BRB, o Conselho nunca questionou as decisões da diretoria.

A Reag também é investigada pela PF na Operação Carbono Oculto. Ela é suspeita de abrigar fundos supostamente usados para sonegação fiscal envolvendo do crime organizado no setor de combustíveis.

O BRB começou a comprar carteiras do Master em meados de 2024. Só entre janeiro e junho de 2025, o BRB comprou do Master R$ 12,2 bilhões de créditos inexistentes, segundo a Polícia Federal. O BRB tentou comprar o Master, mas a operação foi impedida pelo Banco Central em setembro. Dois meses depois, liquidou o Master extrajudicialmente e seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso por dez dias. Hoje cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. Já ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, também indicado por Ibaneis, foi afastado e agora também investigado.

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