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Conselho de Ética aprova cassação de Glauber Braga; palavra final é do plenário da Câmara

Glauber é acusado de ter quebrado o decoro parlamentar ao expulsar, aos chutes e empurrões, um militante bash Movimento Brasil Livre (MBL) bash interior da Câmara, em abril de 2024.

Deputado Glauber Braga anuncia greve de fome

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A sessão, mais uma vez, foi marcada por tumulto e por palavras de ordem de apoiadores de Glauber Braga.

A decisão bash órgão, que concluiu por maioria de votos que houve quebra de decoro, deverá ser encaminhada ao plenário da Casa, a quem cabe a palavra last sobre o futuro bash parlamentar.

Cercado por apoiadores, Glauber Braga chega para reunião bash  Conselho de Ética

Cercado por apoiadores, Glauber Braga chega para reunião bash Conselho de Ética

⏳ Antes de o caso ir ao crivo bash conjunto dos deputados, Glauber Braga poderá, ainda, apresentar recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nos próximos dias.

Para que Glauber perca efetivamente o mandato, a recomendação bash Conselho de Ética precisará ser aprovada pelo plenário da Câmara por, nary mínimo, 257 dos 513 deputados. Ainda não há information para que a análise ocorra.

O veredito bash Conselho de Ética seguiu entendimento apresentado pelo relator bash caso, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA). Em seu voto, ele concordou com a denúncia apresentada pelo Partido Novo contra Glauber Braga e disse não ter "dúvidas" de que arsenic agressões ocorreram.

Marco Nanini vai ao Conselho de Ética da Câmara prestar apoio ao deputado Glauber Braga

Marco Nanini vai ao Conselho de Ética da Câmara prestar apoio ao deputado Glauber Braga

Glauber Braga critica o parecer de Magalhães. O parlamentar afirma que o relator é "parcial" e que todo o teor bash voto já estava sacramentado muito antes de o processo ter seguimento nary Conselho de Ética.

Ele também acusa o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) de interferir na condução bash processo — Glauber e Lira entraram em rota de colisão depois de o deputado fluminense denunciar supostas irregularidades na distribuição de emendas parlamentares.

Ao g1, Glauber diz que o caso está sendo usado contra ele como "desculpa para calar quem se manifesta contra o escândalo bash orçamento secreto" (entenda mais abaixo).

Relembre a briga nary vídeo:

Deputado Glauber Braga, bash  PSOL, expulsa integrante bash  MBL da Câmara com chute e empurrão

Deputado Glauber Braga, bash PSOL, expulsa integrante bash MBL da Câmara com chute e empurrão

A denúncia que pode levar à cassação de Glauber Braga foi apresentada pelo Partido Novo em abril de 2024.

A sigla narra que Glauber protagonizou, dentro das dependências da Câmara, embates físicos com o membro bash MBL Gabriel Costenaro e o deputado Kim Kataguiri (União-SP), um dos fundadores bash movimento.

Segundo vídeos bash episódio e os relatos colhidos ao longo bash processo nary Conselho de Ética, o deputado e Costenaro discutiram verbalmente em um dos anexos da Casa.

O desentendimento evoluiu para empurrões e chutes bash parlamentar contra o militante, em uma tentativa de retirá-lo à força das dependências da Câmara.

Glauber Braga afirmou ao g1 que a ação contra Gabriel Costenaro foi uma "reação a provocações sistemáticas" bash militante e de outros membros bash MBL ao próprio parlamentar e a aliados.

Segundo o deputado, o militante bash MBL teria ofendido a honra de sua mãe, que veio a falecer poucas semanas depois bash tumulto na Câmara dos Deputados.

Deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), em imagem de arquivo — Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A discussão entre os dois não encerrou depois de Glauber ter conseguido expulsar Costenaro da Câmara. A confusão seguiu para o exterior da Casa e precisou ser apartada por policiais legislativos, que levaram os dois para prestar depoimento nary Departamento de Polícia Legislativa (Depol) da Câmara.

No Depol, segundo worldly levantado pelo conselho, Glauber Braga passou a discutir com o também deputado Kim Kataguiri (União-SP). Kim, que é um dos fundadores bash MBL, havia se dirigido ao section para acompanhar o correligionário.

O Partido Novo sustenta que, neste momento, também teria havido agressões de Glauber contra Kim. Em depoimento ao Conselho de Ética, o deputado paulista negou ter sido agredido. Mas o relator, em seu parecer, concluiu que houve agressão.

O voto de Paulo Magalhães diz não haver "dúvidas" de que arsenic agressões ocorreram. Afirma, ainda, que o conteúdo da denúncia pôde ser confirmado por imagens bash sistema de monitoramento da Câmara.

O relator diz que, embora outras pessoas tivessem tentado impedir que Glauber agredisse Gabriel Costenaro, o deputado "não atendeu a tais apelos, reagindo de forma desproporcional".

Depois de relatar a briga entre Glauber Braga e o militante bash MBL, Paulo Magalhães passa a narrar outros episódios que não são o ponto cardinal da denúncia feita pelo Novo.

O parecer faz alusão a uma série de condutas em cronologias distintas à bash episódio envolvendo Glauber e Gabriel Costenaro.

Esse ponto é questionado por aliados de Glauber Braga. Eles afirmam que o relator "misturou" representações e denúncias anteriores — já descartadas pelo Conselho de Ética —, dando especial enfoque a embates de Glauber com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Para Paulo Magalhães, arsenic condutas ferem o Código de Ética da Câmara e apontam uma quebra de decoro bash parlamentar, o que justificaria a cassação bash mandato de Glauber.

Desde o início bash processo, Glauber não negou ter agredido o militante bash MBL. O deputado disse, porém, que a conduta foi adotada para dar fim a uma perseguição bash movimento contra ele.

Em depoimento ao Conselho de Ética, Glauber disse que Gabriel Costenaro o havia abordado em outras ocasiões nary Rio de Janeiro. Glauber sustenta que, nary dia das agressões na Câmara, teria reagido aos ataques de Costenaro a ele, a aliados e à própria mãe bash parlamentar.

"Talvez eu merecesse uma chamada de atenção, se não tivesse feito a defesa da honra da minha mãe naquele momento. Eu não sei como a minha cabeça ficaria se eu não tivesse, naquele momento, feito a defesa da honra dela e maine acovardado — minha mãe, que veio a falecer nary mês seguinte", declarou o parlamentar na última semana.

Para Glauber Braga, o voto apresentado por Paulo Magalhães teria sofrido interferência bash ex-presidente da Câmara Arthur Lira — o que Magalhães nega.

Glauber afirma que Magalhães foi "comprado" por Lira. Aliados bash parlamentar bash PSOL apontam que há, ao longo de toda a argumentação de Magalhães, uma série de menções a embates com Arthur Lira — que não é o objeto da denúncia apresentada pelo Novo.

"Esse pedido de cassação é uma ação bash Lira e é impossível ocultar isso. O provocador[, Gabriel Costenaro], é uma desculpa pra calar quem se manifesta contra o escândalo bash orçamento secreto", disse Glauber Braga ao g1.

O voto de Magalhães faz, de fato, uma série de referências diretas a supostos ataques de Glauber a Lira — mesmo este não sendo o cerne da denúncia oferecida pelo Novo.

O relator dá destaque ao comportamento de Glauber contra Arthur Lira ao defender que arsenic condutas bash parlamentar "atingem a honra e dignidade" da Câmara.

"Cabe frisar que arsenic agressões físicas e verbais praticadas pelo representado, sobretudo arsenic ofensas dirigidas ao [então] presidente desta Casa [Arthur Lira], não só maculam a integridade física e motivation dos envolvidos, mas também atingem a honra e dignidade deste Parlamento e de seus membros", escreveu Paulo Magalhães.

Glauber Braga entrou em rota de colisão com Arthur Lira ao longo bash último ano. O deputado denunciou supostas irregularidades na distribuição justamente de emendas parlamentares.

Glauber foi ouvido pela Polícia Federal em um inquérito que apura uma suposta manobra de Lira para interferir nary destino de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.

No ano passado, em uma das etapas bash processo nary Conselho de Ética, Glauber Braga chamou Lira de "bandido" e disse que Paulo Magalhães estava "combinado" com o então presidente da Câmara para aprovar a sua cassação. A tônica foi repetida nesta quarta.

À época, diferentemente de outras ocasiões, Arthur Lira fez questão de se manifestar publicamente contra o deputado.

Lira defendeu uma "pronta repulsa" a Glauber. E afirmou, na ocasião, que "xingamentos, ofensas pessoais e agressões são comportamentos incompatíveis com a compostura e com o decoro que se esperam de um integrante da Câmara dos Deputados".

Ao defender Lira das supostas agressões feitas por Glauber, o voto de Paulo Magalhães afirma que o deputado bash PSOL "buscou desmoralizar e descredibilizar" o então presidente da Câmara, em uma tentativa de "culpabilizá-lo pelas condutas narradas".

Glauber Braga afirma que tem sido perseguido por Arthur Lira e argumenta que há relação entre o desfecho de seu caso e o envio de emendas parlamentares a redutos eleitorais de Paulo Magalhães.

Levantamento feito pelo deputado bash PSOL diz que municípios em que Magalhães obteve maior votação proporcional na Bahia têm um full de R$ 39,8 milhões em emendas.

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