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'Convocadas': esposas e família formam a base emocional dos craques na Copa

Isso porque, durante a Copa do Mundo de 2026, o descanso da Seleção Brasileira vai muito além da recuperação física. Para atletas como Marquinhos e Bruno Guimarães, a convivência com familiares se tornou uma peça importante para lidar com a pressão do torneio.

Para garantir essa proximidade, as famílias alugaram casas nos arredores de Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde a equipe está baseada. Assim, em dias como este — feriado de Dia dos Pais no país —, o ambiente de competição dá lugar ao convívio familiar, transformando a rotina dos atletas em momentos de desconexão e lazer.

Carol Cabrino, esposa de Marquinhos, organizou uma grande estrutura para apoiar o zagueiro. O grupo inclui pais, irmãos, os quatro filhos do casal e até profissionais contratados, como uma cozinheira trazida de Paris. A ideia é criar um ambiente acolhedor para que o jogador se sinta amparado durante toda a competição.

"Eu trouxe a minha família. Minha família é meu pai, minha mãe, minha irmã... e aí eu tenho duas sobrinhas, tenho meus quatro filhos, então eu trouxe uma pessoa pra ajudar, que é a babá; tem a minha assessora, meu filmmaker, tem uma cozinheira que eu trouxe de Paris e o Yuri e o Tom -- que são dois amigões que jogavam com o Marquinhos no Corinthians", conta Carol ao Fantástico, da TV Globo.

 A rotina das esposas dos jogadores da Seleção

"Convocadas": A rotina das esposas dos jogadores da Seleção

Depois de uma partida desgastante de copa do mundo o jogador da seleção brasileira opta por um tratamento revitalizante. O banho de afeto dos familiares.

Esse apoio foi especialmente importante após a eliminação na Copa do Catar. Na ocasião, Marquinhos sentiu o peso de ter desperdiçado um pênalti e chegou a dizer que era uma "vergonha" para a família. Segundo Carol, foi a união dos parentes que o ajudou a seguir em frente.

“Não! [...] Não desiste e continua fazendo o que você sabe fazer que vai dar tudo certo", aconselhou a esposa à época.

A experiência de Bruno Guimarães segue a mesma lógica. Nos dias de folga, o volante dedica o tempo integralmente aos filhos. Segundo sua esposa, Ana Lídia, ele se desliga completamente do futebol quando chega em casa.

"Ele vem pra cá e a partir do momento que ele pisa em casa ele é cem por cento das crianças, eles não deixam ele em paz", conta Ana.

Além dos momentos de lazer, a família também exerce um papel importante nos períodos de maior pressão. Após a estreia contra o Marrocos, Ana Lídia ajudou Bruno a lidar com o nervosismo da primeira partida e com a expectativa dos brasileiros pela conquista do hexacampeonato.

“Nós brasileiros, a gente quer muito o hexa (corta para) então é uma pressão gigantesca”, pondera Ana.

As famílias também acabam funcionando como um termômetro do ambiente da seleção. Elas percebem mudanças de humor e de confiança que muitas vezes passam despercebidas. Foi o que ocorreu após a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti.

Um símbolo desse momento foi o presente dado por Bruno a Ana: a camisa usada na partida. Para ela, o gesto representou uma "virada de chave" na atmosfera do grupo, que passou a exibir um futebol mais leve e mais próximo da identidade brasileira. “Acho que ele sentiu isso também e quis guardar de recordação.”

No fim das contas, por trás de cada jogador existe uma rede de apoio formada por familiares e amigos. Em meio à pressão da Copa do Mundo, essa presença ajuda a oferecer o equilíbrio emocional necessário para que os atletas mantenham o foco dentro de campo.

Bruno Guimarães e os filhos — Foto: Reprodução Fantástico

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