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Copom cauteloso, petróleo cai, PMIs dos EUA; os destaques no mercado

Ata do Copom reforça cautela e descarta aceleração nos cortes da Selic

  • A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada hoje, confirmou o tom cauteloso que marcou a decisão da semana passada: corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que passou a 14,75% ao ano. O documento deixa claro que o ritmo e a extensão do ciclo de afrouxamento serão definidos aos poucos, conforme novos dados forem incorporados às análises do colegiado.
  • O Copom justificou a opção pelo corte mais gradual ao apontar que avaliou diferentes alternativas antes de concluir que 0,25 p.p. era a mais adequada ao cenário atual. Entre os fatores de incerteza citados estão a duração dos conflitos geopolíticos, com destaque para o Oriente Médio, e sinais ainda mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre os preços. O comitê ressaltou que esse ambiente dificulta a identificação de tendências claras e justifica a preservação da flexibilidade da autoridade monetária.

Petróleo despenca mais de 10% após pausa militar de Trump, mas recupera parte da queda

  • O petróleo registrou queda acentuada ontem depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o adiamento por cinco dias de ataques a usinas de energia e infraestrutura iranianas, condicionado ao andamento de negociações diplomáticas.
  • O Brent chegou a bater na casa de US$ 96 durante a sessão (queda superior a 10%) antes de fechar perto de US$ 100. O WTI recuou para a faixa de US$ 88 a 91. O movimento reflete a retirada parcial do prêmio de risco embutido nas cotações desde o início do conflito, há quatro semanas, quando o petróleo chegou a superar US$ 110 dólares com ataques a infraestrutura energética no Golfo Pérsico e ameaças ao Estreito de Hormuz.
  • A queda, no entanto, não durou. O mercado recuou ao perceber que a pausa é curta, condicional e cercada de incertezas: Trump deixou claro que os ataques voltam à mesa se as conversas fracassarem, enquanto o Irã enviou sinais contraditórios: parte do governo negou contatos diretos com Washington e manteve ameaças a alvos energéticos no Golfo. O resultado foi um movimento em "V" na sessão, com investidores recomprando contratos e recompondo parte da queda. Mesmo com o recuo expressivo, o petróleo segue bem acima dos níveis pré-guerra: parte da infraestrutura regional foi danificada e ainda não se normalizou.

PMIs preliminares de março dos EUA podem mexer com apostas do Fed

  • A S&P Global divulga hoje os PMIs (Índices de Gerentes de Compras) preliminares de março dos Estados Unidos, às 10h45 de Brasília, num momento em que o mercado tenta calibrar o ritmo de cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve). Os dados cobrem manufatura, serviços e o índice composto, que combina os dois setores e funciona como termômetro rápido do PIB do trimestre.
  • Em fevereiro, o PMI de manufatura ficou em 51,6 e o de serviços, em 51,7, ambos ainda em expansão, mas desacelerando em relação a janeiro. O consenso do mercado aponta para leituras próximas de 50 a 51 em março, ou seja, crescimento moderado sem sinais de colapso. Vale lembrar que o PMI do ISM (Institute for Supply Management) de serviços havia saltado para 56,1 em fevereiro, maior nível em quase quatro anos, o que reforçou a ideia de uma economia americana resiliente.
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  • Dólar: -1,29%, a R$ 5,240
  • B3 (Ibovespa): +3,24%, aos 181.931,94 pontos.

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