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Copom dá sinal de que seguirá com cortes nos juros se petróleo normalizar

Choque de oferta

Este atual choque do petróleo é um típico choque de oferta, até aqui, temporário. O problema é que não é possível saber quão temporário será. Daí os riscos de que as chamadas repercussões de "segunda ordem" deem as caras sob a forma de surtos de inflação e instabilidades nas cotações do dólar em relação às moedas locais.

Se o Copom não teve outra saída diante do ambiente externo inóspito, o colegiado não deixou, porém, de indicar sua disposição em prosseguir com o ciclo de cortes assim que as pesadas nuvens do momento no horizonte econômico global se dissipem.

Alguns analistas interpretaram que o comunicado deste Copom de março não trouxe indicações sobre o prosseguimento do roteiro de cortes da Selic. Esses analistas se prenderam à reafirmação, no comunicado, de cautela sobre os passos futuros do colegiado, em razão das incertezas sobre "a profundidade e extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos nos preços ao longo do tempo".

Mas essa não parece ser a leitura mais afinada com as mensagens que o Copom buscava transmitir. Sem as menções e ressalvas à guerra no Oriente Médio e aos seus reflexos no fornecimento e nos preços de petróleo, gás e derivados, sobrou, no comunicado, uma sugestão até bem clara de que os cortes devem continuar sendo feitos ao longo do ano.

Reflexo pequeno na inflação

Para começar, as projeções do Copom para a inflação no horizonte relevante — agora o terceiro trimestre de 2027 —, já no contexto dos tumultos nos mercados de petróleo e gás, avançaram quase nada: de 3,2%, de acordo com as estimativas de janeiro, para 3,3% agora em março.

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