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Coreia do Norte elimina de sua Constituição referências à unificação com Coreia do Sul

A ação evidencia uma tendência de Pyongyang para adotar uma política mais hostil em relação a Seul.

Uma cláusula que estabelecia que a Coreia do Norte tinha como objetivo "alcançar a unificação da pátria" não aparece na versão mais recente da Constituição, que foi divulgada em uma entrevista coletiva organizada pelo Ministério da Unificação sul-coreano.

A medida foi adotada após o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ter classificado a Coreia do Sul como o "Estado mais hostil" em um discurso sobre política geral em março.

A Constituição norte-coreana revisada, que foi apresentada em março, também inclui uma nova cláusula que delimita o território da Coreia do Norte, segundo o documento divulgado por Seul.

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Utilizando o nome oficial da Coreia do Sul, o texto afirma que a área inclui a fronteira com a China e a Rússia ao norte, e com "a República da Coreia ao sul".

A Coreia do Norte "não permite, de forma alguma, qualquer violação do seu território", acrescentou o documento.

Os dois países têm relações diplomáticas sensíveis e tecnicamente nunca deixaram de estar em guerra. O conflito, iniciado em 1950, está em armistício desde 1953, porém sem um tratado de paz definitivo. A tensão militar entre os vizinhos tem escalado nos últimos anos.

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, que tem postura conciliadora com relação ao país vizinho, pediu negociações com o Norte sem condições prévias, ao afirmar que os países estão destinados a "fazer germinar as flores da paz".

Mas o Norte não respondeu às propostas do governo de Lee e insiste em classificar o Sul como seu adversário "mais hostil".

Kim Jong-un prometeu reforçar as forças nucleares do país. Pyongyang executou quatro testes de mísseis em abril, o maior número em um único mês em mais de dois anos.

A Coreia do Norte também se aproximou da Rússia, ao enviar tropas e projéteis de artilharia para apoiar a invasão da Ucrânia.

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