A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energia Elétrica, que investiga as falhas recorrentes na prestação desse serviço no Rio Grande do Sul, realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (22) em Caxias do Sul. Na ocasião, a principal reclamação dos participantes foi o aumento abusivo na conta de energia da RGE, empresa privada que cuida da distribuição de energia na cidade da Serra. Além das altas tarifas, também foram relatadas quedas frequentes no fornecimento de eletricidade.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energia Elétrica, que investiga as falhas recorrentes na prestação desse serviço no Rio Grande do Sul, realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (22) em Caxias do Sul. Na ocasião, a principal reclamação dos participantes foi o aumento abusivo na conta de energia da RGE, empresa privada que cuida da distribuição de energia na cidade da Serra. Além das altas tarifas, também foram relatadas quedas frequentes no fornecimento de eletricidade.
O presidente da União das Associações de Bairros de Caxias do Sul (UAB), Valdir Walter, relatou que qualquer chuva causa a falta de energia elétrica em vários bairros. "É muito grave esse tipo de problema porque nós pagamos essa energia", afirmou Walter. Ele reclamou da discrepância entre o alto valor cobrado da população e a infraestrutura precária, que inclui postes de luz com risco de queda.
Um dos depoimentos mais contundentes foi o da presidente da Associação de Moradores de Galópolis (Amog), Darla Pereira, que informou que, no mínimo, três vezes por semana, os moradores do bairro são acometidos por falta de energia elétrica. Ela entregou aos deputados da CPI um abaixo-assinado solicitando melhorias do serviço no bairro e especificando as três ruas mais atingidas na localidade. Ao todo, 70 famílias seriam afetadas pelo serviço ruim.
Também falou do risco de acidentes causados pelos fios caídos nas ruas, criticou a burocracia quanto ao ressarcimento de danos causados pela interrupção abrupta de energia elétrica e cobrou que os períodos em que falta luz sejam descontados na conta. "Se a gente excede a energia, a gente paga a mais, mas, quando falta energia, o desconto não vem na conta. A gente não consegue enxergar o desconto na conta, deveria vir registrado", explicou Darla, citando a legislação estadual aprovada em 2025.
O presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, Lucas Caregnato (PT), disse que "as cobranças exageradas descontentaram um número muito significativo de cidadãos e cidadãs que, inclusive, não tiveram nenhum retorno".
Além do serviço ruim e das contas altas, o representante da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) de Caxias do Sul, Roberto Vidor, mencionou as reclamações dos associados em relação à falta de respostas da prestadora do serviço. "A RGE, além de não dar informação, não dá a atenção devida ao consumidor final de cobrança abusiva", resumiu.
O presidente da CPI, Miguel Rossetto (PT), disse que a RGE precisa dar uma explicação de natureza técnica sobre o aumento elevado nas contas de luz. "Cobrança indevida não é aceitável e tem que ser duramente investigada. Isso é apropriação indébita. Isso é cobrar por um serviço que não foi prestado. Isso é grave", avaliou. A comissão já promoveu debates em Porto Alegre, Osório e Rio Grande. As próximas audiências ocorrerão em Novo Hamburgo, Santana do Livramento e Erechim.

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