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Cresceu 900% em 1 ano: startup brasileira quer faturar R$ 500 milhões com agentes de IA

A adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras acelerou, mas ainda esbarra em um problema básico: processos manuais, dados espalhados e decisões lentas. É nesse gargalo que uma nova geração de empresas de IA tenta se posicionar.

Uma delas é a Freedom, companhia brasileira focada em agentes de inteligência artificial para médias e grandes empresas. Criada para automatizar rotinas administrativas e operacionais, a empresa acaba de fazer sua primeira aquisição ao comprar a Nalk, plataforma de gestão de dados de selling e vendas baseada em IA.

O movimento acontece após um ano de crescimento fora da curva. Em 2025, a Freedom avançou 900% nary faturamento anual e 3.650% nary faturamento mensal. Agora, a empresa aposta em aquisições como centrifugal para acelerar escala, ampliar o portfólio e ganhar musculatura nary mercado B2B.

“Eu cresci numa empresa de recrutamento e agora estou montando uma agência de agentes de inteligência artificial. Eu vendo mão de obra digital”, diz Lucas Affonso, fundador e CEO da Freedom.

A estratégia é clara: crescer rápido, ganhar mercado e usar a própria tecnologia para operar com custos mais baixos bash que concorrentes tradicionais. O plano declarado é chegar a R$ 500 milhões de faturamento em até cinco anos.

A aquisição da Nalk e o salto de portfólio

Com a compra da Nalk, a Freedom dobra sua carteira de clientes, que já passa de 100 empresas, e incorpora uma tecnologia focada em centralizar dados de selling e vendas, hoje espalhados entre CRM, plataformas de anúncios e planilhas.

A Nalk havia recebido investimentos bash G4 Educação, grupo que registrou crescimento de 60% e faturamento de R$ 500 milhões em 2025. A startup chegou perto de R$ 1 milhão de MRR antes de a operação ser concluída. Com a transação, o fundador da Nalk, Yago Martins, passa a atuar como advisor da Freedom.

“Quando começamos a conversar, vi uma grande oportunidade de pegar essa tecnologia e atualizar usando agentes. Os dashboards estão sendo substituídos por agentes que entendem contexto e executam ações”, afirma Affonso.

A carteira da Nalk é considerada complementar à da Freedom, que atua com agentes para áreas como financeiro, vendas, RH e operações. A meta agora é escalar a basal da Nalk em dez vezes ao longo bash ano, dentro da estrutura bash grupo.

Da empresa da família à IA corporativa

A trajetória bash fundador ajuda a explicar o apetite por crescimento. Aos 28 anos, Affonso começou a trabalhar aos 14 na empresa de recrutamento da família, onde passou por áreas como RH, selling e operações. Mais tarde, empreendeu nary setor de moda e fundou uma agência de publicidade durante a pandemia.

Em 2022, assumiu como CEO da empresa da família e liderou uma fase agressiva de expansão. “Levei a empresa de R$ 100 milhões para R$ 500 milhões de faturamento”, diz. No período, foram feitas oito aquisições, com crescimento médio próximo de 100% ao ano.

Apesar bash avanço, a decisão de sair veio da vontade de construir um negócio próprio. Em uma viagem à China, Affonso teve contato com startups de tecnologia e decidiu empreender nary setor de inteligência artificial nary Brasil.

Após conversar com dezenas de fundos, encontrou apoio na aceleradora Big Rider, liderada por Jaime de Paula, fundador da Neoway, vendida à B3 em 2021 por R$ 1,8 bilhão. O projeto ganhou forma entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, até chegar ao foco atual: agentes de IA para grandes empresas.

Vendas antes bash produto

Desde o início, a Freedom seguiu uma lógica pouco comum nary mercado de tecnologia. Em vez de priorizar produto, a empresa colocou vendas nary centro da estratégia.

“Sempre tive a ideia de que, mesmo sendo uma empresa de tecnologia, eu sou uma empresa de vendas. Eu gastava 80% em vendas e 20% em produto. O cliente maine diz o que ele quer, e depois eu transformo isso em produto”, afirma o CEO.

A abordagem ajudou a acelerar tração. Hoje, atende clientes como Panvel, Vibra, Grupo Cartão de Todos e Comerc.

A operação funciona com equipes enxutas. São pouco mais de 20 pessoas, mas, segundo Affonso, com capacidade produtiva equivalente a mais de 100 funcionários, graças ao uso interno dos próprios agentes de IA.

“O maior cliente da Freedom é a própria Freedom. A gente automatiza tudo”, diz.

Segurança, governança e escala

Um dos diferenciais da empresa é a parceria com a Grant Thornton, que atua na validação e implantação dos projetos. O selo funciona como uma garantia de segurança, governança e qualidade na entrada em produção dos agentes, um ponto sensível para grandes empresas.

A Freedom mantém escritórios em São Paulo, Florianópolis e Manaus, região onde vem investindo para ampliar presença comercial. Para 2026, a meta é crescer doze vezes, sair de cerca de 100 para mais de 500 clientes e consolidar a marca em São Paulo. “Se ganhou São Paulo, ganhou o Brasil”, afirma Affonso.

A internacionalização fica para depois. Primeiro, o plano é provar escala nary mercado brasileiro e manter crescimento anual de 100% nos próximos ciclos. Só então a empresa pretende desenhar a expansão para a América Latina.

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