Foi com essas palavras que o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu a uma postagem na rede social X dizendo que "Marco Rubio será o presidente de Cuba".
A provocação foi apenas uma das menções que Trump fez ao regime cubano nos últimos dias. No domingo (11), o presidente americano também declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou ao dinheiro venezuelano e que a Venezuela não precisa mais da segurança cubana recebida em troca do combustível enviado para a ilha caribenha.
Ele ainda enfatizou que Cuba deve "fazer um acordo antes que seja tarde", e que a Venezuela não é mais um país refém, pois agora "tem os EUA, as forças armadas mais poderosas do mundo para protegê-la".
Em resposta, no X, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, escreveu que "como qualquer país, Cuba tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exerçam seu direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais impostas pelos EUA".

Trump usa redes sociais pra ameaçar Cuba
Se o Caribe e a América do Sul estavam virtualmente fora do radar do governo Trump durante sua primeira passagem na Casa Branca, entre 2017 e 2021, a situação é diametralmente oposta em seu segundo mandato, no qual o republicano chegou até a resgatar a Doutrina Monroe.
Por trás desse movimento está seu secretário de Estado, Marco Rubio. Filho de imigrantes cubanos, ele ascendeu politicamente em meio à comunidade de exilados cubanos em Miami e alcançou projeção nacional com o apoio da ala mais conservadora do partido de Trump.
Rubio tem uma fixação pessoal por Cuba e pela queda do regime castrista na ilha — apesar de seus pais terem deixado a ilha anos antes de Fidel Castro tomar o poder no país (leia mais abaixo).
Conheça, abaixo, a trajetória de Marco Rubio e sua ligação com Cuba.
Marco Rubio nasceu em Miami, em 1971, e é filho de imigrantes cubanos. O pai dele trabalhava como barman, e a mãe dividia o tempo entre o trabalho de camareira de hotel e as tarefas de casa.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, "Rubio se interessou pelo serviço público em grande parte por conversas com seu avô, que testemunhou como o comunismo destruiu sua terra natal".
A descrição, segundo o "Washington Post", é enviesada. Em uma reportagem de 2011, o jornal americano publicou uma reportagem revelando que sua família saiu de Cuba em 1956. Naquela época, a ilha era comandada pelo ditador Fulgencio Batista, aliado dos EUA.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio — Foto: EPA/Shutterstock
Fidel Castro, por sua vez, não estava sequer em seu país, mas exilado no México. Meses depois, ele voltaria a Cuba para organizar sua guerrilha em Sierra Maestra. Ele chegou a Havana em 1º de janeiro de 1959, quando tomou o poder.
O plano da família seria construir uma reserva financeira para voltar à terra natal no futuro. De acordo com o "Washington Post", a mãe de Rubio realizou ao menos quatro viagens a Cuba depois da tomada de poder por Castro, incluindo uma estadia prolongada, de um mês, em 1961.
O avô de Rubio se juntaria à família de forma definitiva pouco depois, em 1962. Todos os membros da família Rubio passaram os primeiros anos nos EUA ilegalmente, regularizando-se quase 20 anos depois da chegada, em 1975, após o nascimento de Marco.
Atualmente, o governo Trump, do qual Rubio faz parte, luta pela deportação de imigrantes em situação ilegal, e tenta até mesmo para reverter o direito de cidadania a filhos de imigrantes que nascem em solo americano — medida que lhe atingiria, se existisse na época de seu nascimento.
Comunidade cubana em Miami
Mesmo não sendo exatamente um refugiado, Rubio cresceu em meio à comunidade cubana em Miami, notoriamente composta por uma maioria de opositores, exilados, autoexilados e refugiados do regime cubano, que nutre um sentimento anticastrista.
Ele se formou em Ciências Políticas pela Universidade da Flórida, em 1993. Na carreira pública, atuou como presidente da Câmara dos Representantes do mesmo estado. Em 2010, conquistou uma cadeira no Senado dos EUA, onde permaneceu até 2025.
Sua candidatura ao Senado foi impulsionada pelo Tea Party, ala de extrema direita do Partido Republicano que ganhou força após a eleição de Barack Obama à presidência.
Rubio integrou frentes importantes do Senado, como o Comitê de Relações Exteriores, o Comitê de Inteligência e o Comitê de Pequenas Empresas e Empreendedorismo.
Ex-rival que sofreu 'bullying' de Trump
Rubio cochicha para Trump — Foto: Reuters
A decisão foi vista como uma reviravolta, já que, em 2016, os dois trocaram provocações durante as primárias republicanas. Na época, Trump apelidou Rubio de “Little Marco”.
O apelido fazia referência à altura de Rubio, que, segundo o The Washington Post, varia entre 1,73 m e 1,78 m — enquanto Trump tem cerca de 1,90 m. Com o diminutivo, o atual presidente buscava associar o rival à imagem de jovem e inexperiente, dizendo que ele parecia “um menininho no palco”.
No início das primárias, Rubio era considerado um dos candidatos mais promissores, mas acabou atropelado por Trump, assim como outros republicanos que perderam espaço desde então.
Oito anos depois, ao anunciá-lo no governo, Trump elogiou o ex-rival.
“Ele será um forte defensor da nossa nação, um verdadeiro amigo dos nossos aliados e um guerreiro destemido que nunca recuará diante dos nossos adversários. Estou ansioso para trabalhar com Marco para tornar a América e o mundo seguros e grandes novamente”, disse em novembro de 2024.
Marco Rubio começou a se aproximar da família Bolsonaro em 2018, por intermédio do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Nos anos seguintes, após Jair Bolsonaro chegar ao Planalto, Rubio passou a receber o filho do então presidente e outros aliados em viagens aos Estados Unidos.
O contato entre Rubio e a família Bolsonaro continuou. Em julho de 2025, já como secretário de Estado, Rubio anunciou a revogação dos vistos de diversas autoridades brasileiras, em discurso alinhado ao de Eduardo Bolsonaro, que vive atualmente nos EUA.

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