Dados pessoais de brasileiros podem ser comprados por criminosos na dark web, segundo análise feita pela NordVPN em colaboração com a NordStellar, plataforma de gestão de exposição a ameaças. A pesquisa avaliou aproximadamente 75 mil anúncios em marketplaces da dark web entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, e descobriu que pacotes de informações sensíveis de brasileiros - incluindo CPF, data de nascimento e endereço - estão à venda por US$ 40 (R$ 196), enquanto um cartão de crédito brasileiro é vendido por cerca de US$ 13 (R$ 63). Nas próximas linhas, saiba mais detalhes sobre a presença dos dados de brasileiros na dark web.
Análise mostra a presença de dados pessoais de brasileiros na dark web; saiba mais — Foto: Reprodução/Canva 1. Presença de dados brasileiros na dark web
Embora dados norte-americanos sejam a maioria na dark web, com mais de 70% dos anúncios de cartões roubados, por exemplo, os dados da América do Sul não estão imunes ao perigo. Segundo análise da NordVPN e da NordStellar, criminosos podem comprar diversos dados de brasileiros, como cartão roubado por cerca de US$ 13 (R$ 63), conta da Netflix por menos de US$ 5 (R$ 24,50) e até mesmo pacote completo de identidade, chamado de "fullz", com informações suficientes para roubo de identidade, como CPF, data de nascimento e endereço - tudo isso por US$ 40 (cerca de R$ 196).
“Cada conta online que você possui tem um preço na dark web. Suas assinaturas de streaming, seu e-mail, seu login bancário, seus perfis de redes sociais. A maioria das pessoas ficaria chocada com o quão barato é para um criminoso comprar toda a sua identidade digital. Por menos do que o custo de uma refeição, um criminoso pode comprar informações suficientes para começar a construir uma identidade falsa em nome de outra pessoa”, explica Marijus Briedis, diretor de tecnologia (CTO) da NordVPN.
Dados pessoais e financeiros de brasileiros estão à venda na dark web — Foto: Getty Images 2. Valores e tipos de contas roubadas
A pesquisa mostra que um cartão brasileiro é um dos mais baratos da dark web, com um preço médio de US$ 12,82 (R$ 63). Vale lembrar que, em países onde os dados roubados são menos comuns, como Japão e Singapura, os cartões roubados são mais caros. Além disso, embora a análise não tenha encontrado registros de passaportes ou carteiras de motorista brasileiras, a presença de pacotes de informações pessoais e de credenciais de e-mails corporativos aponta o interesse de criminosos em negociar dados brasileiros.
Se, por um lado, contas de e-mail pessoais são vendidas em massa por US$ 1 (R$ 4,89) cada, as credenciais corporativas têm muito mais valor, principalmente por oferecerem acesso a conteúdos confidenciais das empresas. Por exemplo, as contas brasileiras do Microsoft Office 365 são vendidas por um preço médio de US$ 26,50 (R$ 130) e podem ser valiosas para criminosos especializados em invadir sistemas corporativos.
Redes sociais também são populares na dark web. As contas do Facebook, que podem dar acesso a perfis no Instagram, páginas comerciais e ferramentas de anúncios, são vendidas por cerca de US$ 38 (R$ 186), representando 40% dos anúncios deste nicho. Enquanto isso, contas do TikTok custam US$ 60 (R$ 294) e, do Snapchat, US$ 34,50 (R$ 169). Os serviços de streaming também aparecem: uma conta da Netflix pode custar apenas US$ 4,55 (R$ 22), enquanto contas do Spotify podem estar à venda por US$ 28 (R$ 137).
Até mesmo as contas de varejo são negociadas. Uma conta roubada da Amazon fica à venda por aproximadamente US$ 50 (R$ 245), sendo usada principalmente para criminosos comprarem produtos com gift cards e revendê-los, facilitando a lavagem de dinheiro. Já entre os dados mais caros da dark web estão as contas de criptomoedas, que podem chegar a US$ 160 (R$ 786). Afinal, diferente de cartões de crédito roubados, que exigem lavagem complexa, essas carteiras podem dar acesso direto a fundos líquidos.
Contas de e-mails, redes sociais, streamings e financeiras são negociadas na dark web — Foto: Getty Images 3. Calculadora interativa mostra quanto suas contas custariam na dark web
Para exemplificar o quão acessíveis são os dados roubados, a NordVPN criou uma calculadora interativa para que os usuários possam ver quanto as suas contas e documentos custariam na dark web. “A maioria das pessoas pensam que roubo de identidade é algo que não vai acontecer com elas, ou que perceberiam facilmente. A realidade é que seus dados podem já estar à venda, e você não teria como saber sem verificar ativamente”, comenta Marijus Briedis.
Quem deseja usar a ferramenta pode acessar o site oficial (https://nordvpn.com/pt-br/research-lab/dark-web-market/). Depois, a pessoa pode inserir informações como país, tipos de documentos que possui, plataformas de streaming e redes sociais em que tem conta, bem como bandeira de cartão de crédito e outros serviços. A ideia é mostrar que, quanto mais opções forem marcadas, mais caro é o custo que elas poderiam ter na dark web. A seguir, confira um exemplo:
Calculadora da NordVPN mostra quanto seus dados pessoais poderiam custar na dark web — Foto: Reprodução/NordVPN Para reduzir o risco de ter informações confidenciais roubadas por cibercriminosos, é fundamental seguir alguns passos de segurança. Primeiramente, lembre-se de utilizar senhas únicas para cada conta, compostas por letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais. Use gerenciadores de senhas confiáveis e ative autenticação em dois fatores sempre que possível.
Além disso, tenha o hábito de limitar o compartilhamento de dados pessoais com terceiros, bem como de desativar cookies desnecessários e de jamais fornecer informações sensíveis, sobretudo para pessoas ou serviços desconhecidos. Sempre revise extratos bancários e desconfie de qualquer movimentação suspeita ou não autorizada. Por fim, ferramentas como Dark Web Monitor da NordVPN não impedem vazamentos, mas alertam quando os dados da pessoa aparecem, favorecendo uma atitude rápida para evitar maiores problemas.
Usar senhas únicas para cada conta e ativar autenticação em dois fatores (2FA) são exemplos de medidas de segurança — Foto: Reprodução/Freepik
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