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Decreto de Rui Costa proibiu servidor de fugir dos juros altos do Master

Quando o governador Rui Costa decidiu privatizar a Ebal, a dona da rede Cesta do Povo, em 2018, a estatal ganhou um "banho de loja" —- para usar as palavras do senador Jaques Wagner (PT-BA) em uma entrevista recente. Ele era o secretário de Desenvolvimento na época da privatização.

Era a terceira vez que o governo tentava privatizar a Ebal. Como parte do banho de loja, o governo reduziu o valor de venda, de R$ 81 milhões para R$ 15 milhões, e assumiu as dívidas, que beiravam R$ 600 milhões. Mesmo assim, só houve uma única proposta: um investidor espanhol com uma empresa chamada NGV. Foi depois que ele já tinha vencido o leilão, cerca de uma semana depois, que o Credcesta se transformou, por decreto, em um grande negócio: o detentor do contrato estava livre para oferecer cartão de crédito e outros serviços financeiros e teria 15 anos de exclusividade, mantendo a margem de 30%. O espanhol saiu de cena e o dono do contrato passou a ser de Augusto Lima, por meio da PKL One, em convênio com a NGV.

Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Lima dirigia, na época, duas associações de servidores que já atuavam oferecendo crédito consignado, a Asteba e a Asseba. Ambas foram citadas na operação Compliance Zero, que investiga fraudes na venda de carteira de consignado do Master para o BRB.

É com o contrato do Credcesta que Lima se torna banqueiro, se associando a Daniel Vorcaro, em 2018.

Lima e Vorcaro foram presos, e dias depois soltos, na Compliance Zero, deflagrada no mesmo dia em que o Banco Central decretou a liquidação do banco, em 18 de novembro.

Assim como Vorcaro, Lima cumpre medidas cautelares. Ele ainda é dono do banco Pleno — que é, desde meados do ano passado, o novo operador do Credcesta.

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