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Defesa de Zambelli diz que juízes são hostis e pede troca na Itália após recusa em ouvir Tagliaferro

A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Itália afirmou que vai pedir a substituição dos juízes que acompanham o caso na Corte de Apelação de Roma por considerar que eles estão agindo de forma hostil e com "pré-juízo".

Em audiência ocorrida nesta terça-feira (20), os três magistrados rejeitaram uma série de solicitações da defesa, como o acesso a mais informações sobre o cárcere onde Zambelli deverá cumprir sua pena no Brasil –a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia– e a documentação sob sigilo do julgamento ocorrido no Brasil.

Também foi pedido que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fosse ouvido como testemunha —o que também foi negado. Tagliaferro foi acusado de vazar mensagens de integrantes do gabinete de Moraes para obstruir investigações sobre a trama golpista. Ele está na Itália, impedido pela Justiça de deixar o país enquanto aguarda a tramitação de seu processo de extradição.

"Percebemos que eles [juízes] estavam sendo hostis e com pré-juízo em relação às nossas solicitações, não atendidas", disse Sammarco à Folha nesta quarta. O pedido de troca de magistrados precisa ser apresentado por escrito nos próximos dias.

Na sessão de terça (20), foi a própria Zambelli quem anunciou a intenção de pedir a substituição dos juízes. No Brasil, ela se considera vítima de perseguição política pelo STF ( Supremo Tribunal Federal).

Após três adiamentos desde o fim de novembro, essa audiência, que já havia começado com atraso de cerca de duas horas, foi suspensa no fim da tarde. Nesta quarta, o tribunal marcou para o próximo dia 11 uma nova sessão para avaliar a extradição.

Zambelli está presa há quase seis meses na Itália, depois de ficar dois meses foragida. Se for extraditada para o Brasil, esse tempo de detenção será descontado do restante da pena a ser cumprido.

Ela fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Quando já estava na Itália, foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

A Corte de Apelação de Roma atua como primeira instância nesse caso. Após a decisão do tribunal, as partes podem recorrer.

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