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Déficit em contas externas foi R$ 3,2 bilhões no mês de maio

Em 12 meses os investimentos diretos ficaram em 3,38% do PIB


26/06/2026 13:12 | Atualizado 26/06/2026 13:20

As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 3,185 bilhões em maio, informou nesta sexta-feira (26) o Banco Central (BC). O valor representa uma estabilidade em relação ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o déficit alcançou US$ 3,318 bilhões nas transações correntes, que se referem às compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países. 
Em maio deste ano, houve aumento de US$ 514 milhões no superávit da balança comercial de bens, com altas de 6,4% nas exportações e de 5,9% nas importações.

O déficit em serviços – viagens, transporte, aluguel de equipamentos, serviços de telecomunicação e de propriedade intelectual, entre outros - também subiu US$ 543 milhões, enquanto o déficit em renda primária – pagamento de lucros e dividendos de empresas, além de juros e salários – e o superávit em renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares – mantiveram-se em patamares semelhantes àqueles observados em maio de 2025.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo são os investimentos diretos no país (IDP), que têm fluxos e estoques de boa qualidade. O IDP somou US$ 7,974 bilhões em maio deste ano, ante US$ 3,863 bilhões em igual mês de 2025.

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