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Demitido após goleada: caso do Flamengo também acontece nas empresas

Nos dois meses seguintes, vieram dois vices: Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana. Para um elenco que havia conquistado tudo em 2025, a diretoria entendeu que o desempenho estava abaixo do aceitável. Mas os resultados foram o gatilho, não a causa. A causa, pelo que se pode inferir do noticiário, era o desalinhamento que já existia antes do primeiro jogo do ano. A goleada de 8 a 0 não salvou Filipe Luís. Pelo contrário. Foi o momento escolhido para executar uma decisão que, segundo apuração de diversos veículos, já estava tomada, quando a torcida estaria satisfeita o suficiente para absorver o impacto.

A performance como desculpa

Isso não é sobre futebol. É sobre o que acontece todos os dias em empresas por todo o Brasil.

Quantos profissionais de alta performance são desligados por "falta de alinhamento"? Quantos entregam resultado, batem metas, recebem elogios, e mesmo assim descobrem que a decisão sobre seu futuro já foi tomada nos corredores? A demissão de Filipe Luís é um caso clássico de quando a narrativa de desempenho serve como pretexto para resolver um problema que é, na verdade, de convivência. O resultado era positivo, mas a relação estava deteriorada. E quando essas duas coisas entram em conflito, a relação sempre vence.

O que esse caso expõe é que o chamado soft é, na prática, o que há de mais hard em qualquer organização. Cultura, relacionamento e política não são acessórios. São o sistema operacional. Você pode ser o melhor no que faz e ainda assim estar em risco se não houver alinhamento real com quem decide. Não alinhamento fingido, não alinhamento de discurso, mas alinhamento de valores, de visão, de como o jogo é jogado.

E se a saída for o melhor que pode acontecer?

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