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'X9' da Faria Lima: quem é o investidor que peita Master, Tanure e mercado

Nos últimos oito anos, Timerman atuou como uma espécie de "X9 do bem", denunciando toda sorte de irregularidades no mercado de capitais, comprando briga com gente poderosa —e frequentemente ultrapassando limites no trato com os adversários, acusados de "vagabundos" e "bandidos" no tribunal das redes sociais, antes de qualquer condenação formal.

O histórico de disputas com pesos-pesados das finanças, como Tanure, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e também com integrantes da burocracia estatal responsável pela vigilância do sistema financeiro do país, o transformou em uma espécie de "elemento radioativo" na Faria Lima, centro financeiro do Brasil.

As deusas gregas da guerra tatuadas —uma representando a força bruta e a outra, sabedoria e estratégia— são as marcas de um outro embate travado pelo gestor em defesa dos acionistas minoritários da Smiles, que levou a Gol a desembolsar R$ 270 milhões a mais em favor de pequenos investidores na operação de retirada da Bolsa de Valores das ações da companhia (operação conhecida como deslistagem).

Em seus confrontos com os poderosos, Timerman bateu, levou e quase esmoreceu.

Desde o final do ano passado, contudo, seus ânimos foram renovados com a deflagração do escândalo do Banco Master, com a prisão de Vorcaro e após Tanure ter virado réu em uma ação de "insider trading" —temas das denúncias que o gestor vinha fazendo há anos para a Polícia Federal, Ministério Público, CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Banco Central.

"A Gafisa (construtora ligada a Tanure) financiou o início do Master para fazer rolos com precatórios de usinas de álcool falidas. O Master inflava os fundos para aumentar o patrimônio e poder captar mais CDBs.

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