Deputada estadual aliada do governador Eduardo Leite (PSDB), Delegada Nadine (PSDB) vem apontando para a necessidade de ajustes na proposta do Piratini de concessão do chamado bloco 2, que compreende rodovias da região do Vale do Taquari e Norte do Rio Grande do Sul. Para a parlamentar, os longos prazos para execução das obras previstas no projeto podem resultar em prejuízos à população dos municípios do entorno. “Não é uma crítica, é uma manifestação que eu venho fazendo desde novembro (de 2024), e minhas manifestações sempre foram neste sentido: da necessidade de adequar o projeto da concessão do bloco 2 à realidade socioeconômica e financeira das regiões afetadas”, afirmou Nadine. Ela reitera não ser contra a concessão, mas que o governo deve realizar ajustes para apresentar um projeto com maiores benefícios à sociedade gaúcha. “São prazos extremamente longos, cobranças que começam não imediatamente, mas após um ano dessa concessão aprovada, e uma decisão que vai impactar a vida por 30 anos. Então, eu não sou contra pedágio ou contra a concessão, não é nada disso, eu sou contra o formato que foi apresentado, e fui muito franca e leal ao governo no sentido de dizer que não está bom”, argumentou a parlamentar. Para o governo realizar a concessão, não há a necessidade de o projeto passar pelo crivo da Assembleia Legislativa. Apesar disso, Nadine disse acreditar que o governador Eduardo Leite deveria desenvolver a proposta em maior sintonia com os parlamentares que compõem a sua base no Parlamento. Sobre a possibilidade de o Piratini atender aos anseios da deputada aliada e realizar ajustes na proposta de concessão do bloco 2, Nadine afirmou acreditar na sensibilidade do governo para mudanças, principalmente a partir das sugestões enviadas pela sociedade em consulta pública aberta pelo governo do Estado. Além da parlamentar, quem solicitou uma revisão da proposta foi Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). Na avaliação do presidente da entidade, Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, há a possibilidade, a partir da concessão, de o Estado ter os pedágios mais caros do Brasil. Neste sentido, foi instalada na Assembleia Legislativa do RS nesta terça-feira (1º) a Frente Parlamentar Contra Pedágios, uma iniciativa do deputado Paparico Bacchi (PL). O grupo é formado por 23 parlamentares. "Queremos sensibilizar o governo para que não haja pedágio, que o Governo mude o foco sobre esta questão e que coloque os recursos de 1,3 bilhão de reais do Funrigs para o melhoramento das rodovias, sem pedágio", apontou Bacchi. Os investimentos do bloco 2, localizado em uma das regiões mais afetadas pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, serão de R$ 6,7 bilhões. Do montante, R$ 1,3 bilhão é do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), criado em 2024 para destinar recursos à reconstrução do Estado após a catástrofe das cheias de maio passado.
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Deputada estadual aliada do governador Eduardo Leite (PSDB), Delegada Nadine (PSDB) vem apontando para a necessidade de ajustes na proposta do Piratini de concessão do chamado bloco 2, que compreende rodovias da região do Vale do Taquari e Norte do Rio Grande do Sul. Para a parlamentar, os longos prazos para execução das obras previstas no projeto podem resultar em prejuízos à população dos municípios do entorno.
“Não é uma crítica, é uma manifestação que eu venho fazendo desde novembro (de 2024), e minhas manifestações sempre foram neste sentido: da necessidade de adequar o projeto da concessão do bloco 2 à realidade socioeconômica e financeira das regiões afetadas”, afirmou Nadine.
Ela reitera não ser contra a concessão, mas que o governo deve realizar ajustes para apresentar um projeto com maiores benefícios à sociedade gaúcha. “São prazos extremamente longos, cobranças que começam não imediatamente, mas após um ano dessa concessão aprovada, e uma decisão que vai impactar a vida por 30 anos. Então, eu não sou contra pedágio ou contra a concessão, não é nada disso, eu sou contra o formato que foi apresentado, e fui muito franca e leal ao governo no sentido de dizer que não está bom”, argumentou a parlamentar.
Para o governo realizar a concessão, não há a necessidade de o projeto passar pelo crivo da Assembleia Legislativa. Apesar disso, Nadine disse acreditar que o governador Eduardo Leite deveria desenvolver a proposta em maior sintonia com os parlamentares que compõem a sua base no Parlamento.
Sobre a possibilidade de o Piratini atender aos anseios da deputada aliada e realizar ajustes na proposta de concessão do bloco 2, Nadine afirmou acreditar na sensibilidade do governo para mudanças, principalmente a partir das sugestões enviadas pela sociedade em consulta pública aberta pelo governo do Estado.
Além da parlamentar, quem solicitou uma revisão da proposta foi Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). Na avaliação do presidente da entidade, Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, há a possibilidade, a partir da concessão, de o Estado ter os pedágios mais caros do Brasil.
Neste sentido, foi instalada na Assembleia Legislativa do RS nesta terça-feira (1º) a Frente Parlamentar Contra Pedágios, uma iniciativa do deputado Paparico Bacchi (PL). O grupo é formado por 23 parlamentares.
"Queremos sensibilizar o governo para que não haja pedágio, que o Governo mude o foco sobre esta questão e que coloque os recursos de 1,3 bilhão de reais do Funrigs para o melhoramento das rodovias, sem pedágio", apontou Bacchi.
Os investimentos do bloco 2, localizado em uma das regiões mais afetadas pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, serão de R$ 6,7 bilhões. Do montante, R$ 1,3 bilhão é do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), criado em 2024 para destinar recursos à reconstrução do Estado após a catástrofe das cheias de maio passado.
Pela proposta, serão 30 anos de concessão com a iniciativa privada, sendo que, nos dez primeiros anos, devem ser investidos R$ 4,5 bilhões.
O chamado bloco 2 abrange 32 municípios gaúchos, que representam 17,5% da população do Estado, e tem um total de 414,91 quilômetros de extensão. Ele é composto por sete estradas: ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324, RSC-453 e BR-470.
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