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Deputado democrata é retirado por protestar em discurso de Trump

Nesta terça (24), o presidente faz o tradicional discurso do “Estado da União” na Câmara dos Deputados.

Deputado democrata é retirado por protestar em discurso de Trump — Foto: TV Globo

A fala é realizada desde 1970, uando o presidente George Washington fez uma fala breve, com pouco mais de mil palavras. Ao longo dos anos, a tradição mudou, e os discursos ficaram cada vez mais longos e midiáticos.

Desta vez, Trump aposta em um discurso para animar a própria base eleitoral. A ideia é manter o apoio dos eleitores antes das eleições de meio de mandato.

  • Também conhecidas como “midterms”, as eleições estão marcadas para 3 de novembro.
  • Toda a Câmara será renovada. No Senado, um terço das cadeiras estará em disputa.
  • Atualmente, as duas Casas são controladas pelos republicanos, partido de Trump.
  • Pesquisas indicam que o governo pode perder ao menos uma delas. Esse cenário preocupa aliados do presidente.

O presidente Donald Trump discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA em 4 de março de 2025, em Washington, DC. O vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara, Mike Johnson (R-LA), aplaudem atrás dele. — Foto: Win McNamee/Pool via REUTERS

Logo na abertura do discurso, Trump exaltou o próprio governo e afirmou que os “Estados Unidos estão de volta, maiores, melhores, mais ricos e mais fortes do que nunca”. Ele também criticou o governo anterior, de Joe Biden, e disse que assumiu o país em crise.

“Posso dizer, com dignidade e orgulho, que alcançamos uma transformação como ninguém jamais viu antes, uma virada que ficará para a história”, declarou. “É, de fato, uma virada histórica.”

Trump também destacou indicadores econômicos. Segundo ele, a inflação está em queda, a renda em alta e a economia em recuperação. O presidente afirmou ainda que a produção de energia bate recordes.

Ele também defendeu políticas anti-imigratórias e voltou a adotar um discurso duro sobre segurança nas fronteiras. Ao mesmo tempo, fez um aceno a estrangeiros que queiram viver legalmente nos Estados Unidos.

“Sempre permitiremos a entrada legal de pessoas que amem nosso país e trabalhem duro para mantê-lo”, disse.

A expectativa é que Trump destaque ações na política externa. Ele deve citar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, elogiar a operação dos EUA contra alvos nucleares do Irã e comentar o aumento das tensões no Oriente Médio.

“Como presidente, farei a paz sempre que puder, mas nunca hesitarei em enfrentar ameaças à América onde for necessário”, afirma o trecho antecipado.

Trump deve destacar ainda ações militares e de segurança no hemisfério ocidental. Segundo os trechos divulgados, ele afirmará que os Estados Unidos estão “restaurando a segurança e a predominância americana” na região em uma referência às operações contra o narcotráfico.

O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump deixam a Casa Branca para ir o discurso do Estado da União — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP Photo

A economia deve ocupar parte central do discurso, já que os americanos continuam preocupados com o custo de vida. Trump culpa os desafios econômicos ao governo anterior, de Joe Biden, e afirma que a situação das famílias está melhorando.

“Daqui para frente, fábricas, empregos, investimentos e trilhões de dólares continuarão entrando nos Estados Unidos, porque finalmente temos um presidente que coloca a América em primeiro lugar”, afirma um trecho vazado.

Mais cedo, a imprensa americana informou que o presidente também usará o discurso para criticar uma decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas por ele com base em uma lei de 1977. Ministros do tribunal acompanham a sessão no plenário.

Trump também deve defender a política anti-imigração, um dos principais eixos do governo. As operações recentes provocaram protestos após a morte de dois cidadãos americanos durante ações de agentes federais.

No discurso, o presidente ainda deve:

  • anunciar um acordo para que empresas de tecnologia envolvidas com inteligência artificial paguem tarifas de eletricidade mais altas em regiões com data centers;
  • pressionar o Congresso por aumento no financiamento militar;
  • cobrar a aprovação de uma lei que exija documento de identidade e comprovação de cidadania para votar;
  • citar recordes nas bolsas de valores e defender cortes de impostos.

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