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Desenrola é benéfico a curto prazo, mas não resolve, diz professor

Mas é importante ser dito que as políticas dessa natureza têm um caráter de resolver pontualmente uma situação que está crítica. O que pode acontecer, e que já houve, são novos inadimplentes se somando a um montante meses depois da aplicação do programa.

Temos uma situação que é benéfica no curto prazo, mas que não se resolve porque temos uma cultura e uma sociedade estruturadas na lógica do endividamento. Kauê Lopes dos Santos, professor da Unicamp

O professor avalia que educação financeira ajuda, mas não resolve o problema estrutural, pois o crédito caro e fatores como publicidade e obsolescência programada reforçam o ciclo das dívidas.

A educação financeira é uma frente importante que precisamos atacar. Não tem como fugir disso, ainda mais em uma sociedade que consome via crédito. Ela é importante também não só para as classes de baixo poder aquisitivo, mas para as classes médias também que estão endividadas, muitas em situação de inadimplência e insolvência.

Mas a educação financeira não resolve o problema. Temos um problema de fundo estrutural, ligado ao conjunto de variáveis, uma obsolescência programada, ligada à publicidade e à própria oferta de crédito com taxas altíssimas.

Uma educação financeira tende a ajudar no sentido de uma maior conscientização dos gastos, mas ela não resolve a questão do endividamento, porque ele é a condição para uma sociedade de baixa renda, como a nossa, consumir.

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