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Dinamarca enviou tropas para defender Groenlândia após prisão de Maduro temendo invasão dos Estados Unidos

Uma ordem de mobilização militar datada de 13 de janeiro continha instruções para a defesa da ilha ártica, noticiou a emissora dinamarquesa DR nesta quinta-feira (19). A medida foi uma reação à operação militar dos EUA na Venezuela no início de janeiro, na qual o então presidente, Nicolás Maduro, foi capturado por soldados americanos.

"Quando [o presidente dos EUA, Donald] Trump fica dizendo o tempo todo que quer comprar a Groenlândia, e depois vemos o que está acontecendo na Venezuela, tivemos que levar a sério todos os cenários possíveis", disse um representante das Forças Armadas dinamarquesas à DR. "A máquina estatal dos Estados Unidos não está funcionando como antes", acrescentou.

Sob o pretexto do exercício da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) "Arctic Endurance", um regimento dinamarquês e soldados de elite foram então enviados à Groenlândia – juntamente com soldados da Alemanha, França e Suécia. Tratava-se de uma mobilização real e não de um exercício, disse outra fonte à DR: "Era inequívoco".

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Além dos soldados, suprimentos de sangue para transfusões e explosivos também foram enviados ao território autônomo pertencente à Dinamarca.

Os soldados dinamarqueses estavam preparados oferecer resistência a uma possível invasão e havia planos, inclusive, para explodir as pistas de pouso em Nuuk e Kangerlussuaq para impedir o pouso de aeronaves militares americanas, informou a DR.

"O custo para os EUA teria que ser aumentado. Os Estados Unidos teriam que realizar um ato hostil para obter a Groenlândia", disse uma fonte da defesa dinamarquesa à emissora, reconhecendo, no entanto, que as tropas provavelmente não seriam capazes de repelir um ataque americano.

Alemanha e França enviaram soldados

As Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr) enviaram em meados de janeiro uma equipe de reconhecimento de 15 membros para a Groenlândia por vários dias. A França também enviou soldados na ocasião. O Exército dinamarquês e os governos da Groenlândia e da Dinamarca inicialmente não quiseram comentar a notícia.

Desde que retornou à Casa Branca, há mais de um ano, Trump reivindicou repetidamente a soberania sobre a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca, país membro da Otan e da União Europeia (UE), mergulhando a aliança militar em uma profunda crise. Ele retirou as ameaças de uma invasão violenta no final de janeiro, após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Em fevereiro, a Otan lançou então a missão Sentinela do Ártico para reforçar a segurança na região. Soldados dinamarqueses e americanos estão entre os participantes.

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