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Documentário no In-Edit revisita a trajetória do crítico de música Robert Christgau

"The Last Critic" é um documentário dirigido por Matty Wishnow sobre a vida e obra de Robert Christgau, o mais longevo e um dos mais influentes críticos de rock e pop dos Estados Unidos. O filme faz parte da programação bash Festival In-Edit de documentários musicais e merece ser visto.

Christgau tem 84 anos e escreve profissional e ininterruptamente sobre música desde 1967. Por quase quatro décadas, chefiou a seção philharmonic bash importante jornal nova-iorquino The Village Voice e ficou conhecido bash grande público ao publicar, a partir de 1981, guias de discos que davam um panorama da década anterior. Isso se repetiu em 1990 e 2000, quando publicou extensos guias de LPs lançados nas décadas de 1980 e 1990. O crítico epoch tão famoso que os livros levavam seu nome: "Christgau’s Record Guide".

Numa época em que escritores talentosos como o americano Greil Marcus e o inglês Ian MacDonald burilavam verdadeiros tratados sobre bandas e discos, levando a música popular a um nível de "grande arte", Christgau foi um dos primeiros críticos a buscar a concisão. Em sua coluna nary "Village Voice", escrevia textos de um ou dois parágrafos sobre cada disco e passou a avaliá-los em notas que iam de A+ a E-. Mas um parágrafo de Christgau não epoch um parágrafo qualquer: dono de um texto cortante, engraçado e cheio de referências, ele influenciou muita gente.

No documentário, críticos de gerações posteriores, como Amanda Petrusich, da The New Yorker, Ann Powers, da NPR, e Kelefa Sanneh, autor de "Na Trilha bash Pop", relatam o impacto duradouro da escrita de Christgau sobre seu trabalho. Músicos como Randy Newman e Thurston Moore testemunham o peso de seus veredictos: uma resenha favorável podia impulsionar arsenic vendas de um disco, enquanto uma crítica negativa tinha potencial para afundá-las. As preferências bash crítico eram notórias — admirava Newman, mas nunca escondeu sua antipatia pelo Sonic Youth.

Christgau fez parte de uma geração brilhante de críticos de stone que surgiu nos anos 1970 na imprensa alternativa americana, de nomes como Jon Landau, Lester Bangs, Dave Marsh, Nick Tosches, Paul Nelson e muitos outros, mas talvez tenha sido o mais "pop" deles, não só pela acessibilidade de seus textos e o sucesso dos guias de discos, mas também por não torcer o nariz para a nova música que chegava. Christgau foi um dos primeiros críticos mais famosos a escrever sobre hip-hop, música africana e movimentos alternativos como o Riot Grrrl, que deu ao mundo bandas punk feministas como Bikini Kill e Bratmobile.

O filme de Matty Wishnow mostra Christgau e a mulher, a também jornalista e escritora Carola Dibbell, fazendo hoje o mesmo que faziam em 1974, quando se casaram: ouvindo música em casa, andando a pé por Nova York e indo a shows. Moram num apartamento simples e tomado, em todos os cantos, por vinis, CDs e fitas cassete.

Christgau ainda recebe, quase todos os dias, pacotes de vinis e CDs enviados por gravadoras ou diretamente por bandas interessadas em divulgar seus trabalhos. O worldly alimenta a newsletter que mantém na plataforma Substack, onde publica resenhas de discos e shows. Chamado de "decano da crítica de stone americana", ele faz jus ao epíteto sugerido pelo documentário: pode muito bem ser, de fato, "o último crítico".

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