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Dólar abre em alta, a R$ 5,18, influenciado por ata do Copom e juros

Terceiro corte seguido da Selic ocorreu apesar de Copom reconhecer piora da inflação. No mercado, esse movimento gerou dúvidas se o Banco Central estaria sendo menos rigoroso na atuação para reconduzir o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de volta ao centro da meta.

Por isso, ata do Copom ganhou relevância hoje. No documento, o Banco Central detalha as análises e razões que usou para a última decisão de cortar os juros. No texto, o órgão destacou que optou por manter a trajetória de redução dos juros para não reagir de forma precipitada às atuais variáveis econômicas e às expectativas dos agentes para evitar que isso acabasse gerando maior volatilidade e incerteza, que poderia mais atrapalhar que ajudara reduzir a inflação.O Comitê julgou como mais adequadas, nesse momento, trajetórias de Selic menos discrepantes às presentes na [Pesquisa semanal do Boletim] Focus, QPC [questionário pré-Copom] e precificação da política monetária, por evitarem induzir volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e agregados macroeconômicos, com efeitos potencialmente contraproducentes à própria convergência da inflação à meta. Ata da 279ª reunião do Copom

Para mercado de juros, ajustes apontam que novos cortes da Selic ficaram menos prováveis. Analistas apontam que a ata do Copom mostrou que o Banco Central ainda vai monitorar os preços correntes e as projeções de inflação para decidir se segue ou não reduzindo a Selic, mas apontam que o espaço para isso ficou menor.

A combinação de uma descrição dura do cenário com a preferência revelada por uma trajetória que envolve pausas sugere, em nossa visão, que o plano de voo atual do Copom inclui uma pausa na próxima reunião, em agosto. As portas não estão fechadas para um corte adicional, já que a ata ainda diz que "a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário. Caio Megale, economista-chefe da XP

No exterior, preço do petróleo ronda a estabilidade. Na Bolsa ICE Intercontinental Exchange, o contrato futuro do barril do tipo Brent para entrega em agosto era negociado às 9h a US$ 77,56, mantendo viés de baixa que tem levado os preços da commodity de volta aos patamares anteriores aos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Irã diz que vai controlar Estreito de Hormuz. Após a primeira rodada de discussões técnicas sobre o acordo para encerrar a guerra com os Estados Unidos, Teerã reiterou que quer manter o controle sobre a rota em sua costa por onde passavam 20% do fornecimento mundial de petróleo antes da guerra. Durante a guerra, de 1º de março a 14 de junho, menos de 10 navios de carga atravessavam o estreito em média por dia. Desde 15 de junho, um dia depois do anúncio do acordo, a média subiu para 21 e chegou a 27 nos últimos cinco dias — ainda bem abaixo das mais de 100 travessias que eram realizadas diariamente até o fim de fevereiro.

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