Petróleo abre junho em alta. Com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra Irã e Líbano entrando no quarto mês, o fornecimento da principal fonte de energia da economia mundial segue incerta. Na Bolsa ICE Intercontinental Exchange, o contrato futuro com vencimento em agosto subia 2,8% às 9h, para US$ 93,66.
Estados Unidos bombardearam instalações do Irã neste fim de semana. Apesar desde o cessar-fogo anunciado em 17 de abril, ataques aconteceram em forma de "autodefesa", segundo o Comando Central americano, em nota. Em outra frente, o Exército de Israel atacou subúrbios ao sul de Beirute, em nova escalada da guerra no Líbano.
Bolsa busca recuperação após perdas em três meses. Com menor apoio das compras dos aplicadores estrangeiros, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, teve a terceira variação negativa mensal, recuando 7,2% em maio. As idas e vindas nas negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio, mantiveram o preço do petróleo elevado, ampliando o risco de maior inflação no mundo e interrompendo a queda de juros nas principais economias no mundo.
A correção do Ibovespa ocorreu em meio à retirada de capital estrangeiro, realização de lucros e aumento das preocupações com o cenário internacional. O risco de interrupções no Estreito de Hormuz, corredor por onde transita parcela relevante da produção mundial de petróleo, elevou a volatilidade dos mercados e a incerteza sobre inflação, crescimento econômico e política monetária no mundo. Ao mesmo tempo, o ambiente político brasileiro ganhou novos elementos de instabilidade, ampliando movimentos de correção nos ativos domésticos. Einar Rivero, CEO da Elos Ayta
Mercado eleva projeções para inflação oficial. No contexto de pressões provocadas pelo petróleo mais caro, pela 12ª semana seguida, o setor financeiro elevou as estimativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial do país, aponta o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de profissionais: a medida subiu de 5,04% para 5,09%, superando o teto da meta do órgão.
Setor financeiro mapeia riscos após decisão do governo dos Estados Unidos de considerar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas. Começa a valer dia 5 de junho próximo decisão do governo Donald Trump assinou de classificar as facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). Receio é de potencial aumento de custos para negócios nos setores bancário e exportador.

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