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Semana tem emprego nos EUA, indústria e balança comercial no Brasil

Jolts aponta ritmo das vagas abertas nos EUA na terça

  • O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos publica na terça o Jolts (Job Openings and Labor Turnover Survey) de abril, pesquisa mensal que mede vagas em aberto, admissões e demissões no mercado de trabalho americano. O dado de abril já havia surpreendido positivamente, com 7,391 milhões de vagas em aberto, acima das expectativas de 7,10 milhões. A leitura desta semana traz os números de maio e serve de ponte analítica para o payroll que sai na sexta.
  • O pano de fundo é de desaceleração gradual: ao longo dos últimos meses, o número de vagas abertas havia recuado para 6,542 milhões em dezembro de 2025, o menor nível desde setembro de 2020, com queda expressiva de 386 mil em relação a novembro. O movimento de recuperação registrado em abril sugere que o mercado de trabalho não entrou em colapso, mas tampouco voltou ao ritmo de 2024.

Balança Comercial de maio fecha a conta do setor externo brasileiro

  • O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços publica na terça o fechamento da Balança Comercial de maio. Os dados parciais até a terceira semana do mês indicam um saldo positivo acumulado em maio de US$ 5,652 bilhões, com exportações de US$ 23,485 bilhões e importações de US$ 17,834 bilhões, enquanto o acumulado do ano atingiu US$ 30,434 bilhões -- crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025.
  • A projeção do minsitério para 2026 é de superávit de US$ 72,1 bilhões no ano, com exportações estimadas em US$ 364,2 bilhões e importações em US$ 292,1 bilhões. A agropecuária lidera o crescimento das exportações, com avanço de 18,5% na comparação anual até a terceira semana de maio, enquanto a indústria extrativa recuou 11,1% -- reflexo da queda de volumes e preços em mineração e petróleo.

IBGE divulga dados da produção Industrial de abril

  • O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga na quarta a Pesquisa Industrial Mensal de abril. O setor vem registrando crescimento modesto e consistente: a produção industrial avançou 0,1% em março frente a fevereiro, terceiro mês consecutivo de alta, com 11 dos 15 locais pesquisados registrando variação positiva. O dado de abril dirá se a sequência se estende ou sofre interrupção sazonal.
  • O padrão recente é de recuperação lenta, com meses positivos alternando com desacelerações e heterogeneidade entre segmentos. Em abril de 2025, por exemplo, a produção subiu apenas 0,1% frente ao mês anterior, desacelerando acentuadamente em relação ao ganho de 1,2% registrado em março, com contração de 0,3% na comparação anual. A base de comparação para abril de 2026 é, portanto, fraca, o que amplia a margem para surpresas positivas.
  • O dado de abril é uma peça importante para calibrar a projeção de PIB do segundo trimestre. Um resultado acima do esperado reforça o otimismo com o ritmo de atividade e beneficia ativos cíclicos; um número fraco sustenta a visão de crescimento moderado e mantém a pressão por política monetária mais acomodatícia adiante.
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ADP mede criação de empregos no setor privado americano

  • O relatório ADP de maio, que mede a criação de postos no setor privado dos Estados Unidos, sai também na quarta. O dado é divulgado na véspera do payroll e funciona como um ensaio do relatório oficial, ainda que a correlação entre os dois nem sempre seja alta. O mercado usa a combinação de ADP e Jolts para afinar as expectativas sobre o número que virá na sexta.
  • O contexto imediato é de desaceleração: em maio de 2025, o ADP apontou criação de apenas 37 mil vagas no setor privado, bem abaixo das projeções de 144 mil e o menor nível desde março de 2023. Desde então, o mercado de trabalho privado mostrou alguma recuperação, mas sem retomar o ritmo anterior. Os investidores vão dissecar a composição setorial em busca de sinais de onde a resiliência (ou a fraqueza) está mais concentrada.

Livro Bege do Fed oferece leitura qualitativa da economia americana

  • O Fed publica na quarta-feira a nova edição do Livro Bege, relatório que reúne percepções qualitativas sobre atividade, emprego, salários e preços nos 12 distritos do banco central americano. O documento é estudado em busca de mudanças sutis de linguagem que antecipem o tom das próximas decisões de política monetária. A edição de abril apontou crescimento em ritmo "leve a moderado" na maior parte dos distritos, mercado de trabalho estável e o conflito no Oriente Médio como "uma importante fonte de incerteza".
  • A edição de março havia descrito um quadro de atividade crescendo um pouco, preços continuando a subir e níveis de emprego permanecendo estáveis, com a maioria dos distritos prevendo crescimento leve a moderado nos meses seguintes. A continuidade desse diagnóstico ou qualquer sinalização mais preocupada com inflação tenderia a sustentar a postura cautelosa do Fed.

Payroll de maio encerra a semana como principal termômetro do emprego nos EUA

  • O relatório de empregos não agrícolas de maio, conhecido como payroll, é divulgado pelo BLS (Bureau of Labor Statistics) na sexta. O payroll de abril registrou criação de 115 mil postos, acima do consenso de 65 mil, com taxa de desemprego estável em 4,3% e ganhos salariais moderados.
  • Para maio, o mercado projeta criação entre 85 mil e 96 mil vagas, abaixo dos 115 mil de abril, em linha com a expectativa de desaceleração gradual do mercado de trabalho. A taxa de desemprego deve permanecer em torno de 4,3%. A composição setorial também será acompanhada de perto: saúde, transporte e varejo têm sido as categorias mais resilientes nos últimos meses, enquanto serviços de informação seguem em retração.
  • Um payroll acima do consenso, com salários também surpreendendo para cima, tende a empur­rar o início do ciclo de cortes do Fed para mais tarde, elevando os rendimentos dos Treasuries e pressionando ativos de risco globalmente. Um resultado abaixo do esperado, com desemprego subindo e salários mais contidos, reforça a tese de cortes mais próximos e, em geral, favorece bolsa e câmbio em mercados emergentes.
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Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (29):

  • Dólar: +0,21%, a R$ 5,042
  • B3 (Ibovespa): -0,73%, aos 173.787,48 pontos

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