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Dólar cai a R$ 5,01 e Bolsa abre estável, com prévia do PIB no radar

No exterior, petróleo abre semana perto de US$ 110, mas passa a ceder. Na Bolsa ICE Intercontinental Exchange, o contrato futuro do barril do tipo Brent cedia 1,5% por volta das 10h, a US$ 107,62, após ter superado o patamar dos US$ 110 mais cedo, maior valor em duas semanas.

Tensão pressionou mercados financeiros após ameaças de Trump. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ontem a ameaçar "aniquilar" o Irã, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã. Por outro lado, o principal órgão de segurança do Irã anunciou hoje a criação de um novo órgão para administrar o Estreito de Hormuz, onde pretende cobrar um pedágio para a passagem de navios.

Mercado doméstico analisa nova prévia do PIB. O Banco Central divulgou hoje o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) referente a março, com queda de 0,7% ante fevereiro de 2026, na série com ajuste sazonal. No trimestre encerrado em março de 2026 ante o trimestre terminado em dezembro de 2025, o IBC-Br teve alta de 1,3%. Em 12 meses, a variação é positiva em 1,8%.

O resultado negativo no mês foi influenciado pela queda dos serviços (-0,8%), da indústria (-0,2%) e do agronegócio (-0,2%). De toda forma, no primeiro trimestre, todos os segmentos cresceram de forma robusta. Os dados de atividade econômica neste início de ano reforçam a perspectiva de reaceleração do crescimento no primeiro trimestre. Contudo, avaliamos que esse ritmo de crescimento deve desacelerar ao longo dos próximos trimestres, refletindo o avanço dos efeitos defasados da política monetária restritiva sobre a economia, em conjunto com a redução gradual do impacto das medidas de estímulo implementadas pelo governo. Rafael Perez, economista da Suno Research

Projeções para inflação e juros são revisadas para cima no setor financeiro. Na nova edição do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com mais de cem profissionais de instituições financeiras do país, a mediana das projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para 2026 subiu de 4,91% para 4,92%. Para a taxa básica de juros Selic, a mediana passou de 13% para 13,25% ao ano.

A revisão recente do cenário capturada no Boletim Focus aponta deterioração relevante das expectativas de inflação, com a mediana do mercado para o IPCA de 2026 já próxima de 5%, acima do teto da meta. Isso reduz o espaço para queda de juros e aumenta o risco de frustração nas próximas decisões do Copom, já que o Banco Central deve adotar uma postura mais cautelosa para preservar sua credibilidade. Peterson Rizzo, Head de Relações com Investidores da Multiplike

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