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Dólar sobe a R$ 5,10, e Bolsa cai após banco central americano manter juros

O comitê do Fed vê a economia expandindo em um ritmo robusto, a despeito da elevada incerteza causada pelo conflito no Oriente Médio, retirando completamente o viés de moderação do aperto monetário, em uma decisão unânime, o que não ocorria há algum tempo. Por ora, Warsh parece ter optado por começar seu mandato sem causar grandes disrupções.
André Valério, economista sênior do Inter

Juros elevados nos EUA impactam mercado de câmbio no Brasil. A manutenção nos atuais patamares ou a expectativa de aumento das taxas no mercado americano tornam os rendimentos dos títulos do Tesouro americano mais competitivos em relação a outros ativos internacionais.

Isso aumenta a atratividade dos ativos americanos, atraindo capital estrangeiro ao país, fortalecendo o dólar globalmente. Esse movimento acaba pressionando moedas emergentes, como o real.
Leonel Oliveira Matos, economista na Stonex

Mercado aguarda agora posição do Banco Central brasileiro. A maior parte dos agentes econômicos projeta corte da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, repetindo movimento das duas reuniões anteriores, diminuindo a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano.

O acordo entre EUA e Irã melhora parcialmente o cenário para o Copom porque reduz um dos principais riscos externos que vinham pressionando a inflação global, que era uma alta mais forte do petróleo. Entretanto, o cenário mundial continua incerto, especialmente porque Trump segue elevando tensões comerciais e geopolíticas, o que pode pressionar câmbio, commodities e percepção de risco em mercados emergentes.
Fábio Murad, Sócio e Fundador da Ipê Avaliações

Futuro do ciclo de cortes dos juros no Brasil permanece incerto. Apesar da expectativa de nova redução da Selic nessa semana, parte do mercado espera que o Copom interrompa os cortes e juros já agora em junho, ou opte por sinalizar a interrupção do ciclo para nos próximos encontros. Os motivos para isso seriam o aumento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 12 meses, que voltou a superar o teto da meta perseguida pelo Banco Central, a piora das projeções de inflação para os próximos trimestres, incluindo 2027 e 2028, além de incertezas ainda sobre a acomodaão dos preços do petróleo.

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