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Dólar sobe e Bolsa cai após dados de comércio brasileiro e inflação dos EUA

Ao longo do ano de 2025, o varejo registrou uma performance em dois trilhos, em que a ponta mais sensível ao crédito saiu perdendo devido aos juros elevados, apesar de alguns resultados positivos em sondagens anteriores. Estimo que essa parcela do varejo caiu 0,2% em relação a 2024, enquanto o varejo mais sensível à renda registrou alta de 1,1%. Maykon Douglas, economista

Varejo reforça desaceleração econômica refletida em dados dos serviços. Ontem, o mesmo IBGE havia revelado que o setor de serviços, que inclui atividades como transportes, comunicação e serviços às famílias, cresceu 2,8% em 2025 ante 2024, menos que os 3,1% de 2024.

A economia brasileira perdeu fôlego na segunda metade de 2025, em linha com a política monetária contracionista. No entanto, temos destacado a presença de fatores de amortecimento. Por exemplo, o mercado de trabalho segue robusto, com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e o aumento contínuo da renda real. Nesse contexto, os setores sensíveis à renda continuam mostrando resiliência. Rodolfo Margato, economista da XP

Ibovespa abre em baixa. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, começou o pregão com variação negativa e cedia 1,41% às 10h20, marcando 185.126 pontos. Mercado busca reação após ceder de patamar recorde. Após emendar o 11º pico de pontuação apenas neste ano, e atingir 189.669 pontos na quarta-feira, ontem o Ibovespa cedeu 1%.

Investidores repercutem divulgação de balanços. A Vale, cujas ações têm maior peso no Ibovespa, reportou lucro líquido no balanço em dólares de US$ 2,3 bilhões para 2025, queda de 62% ante 2024. No quarto trimestre, a mineradora teve prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, perda 5,5 vezes maior que a apurada em igual período de 2024. Ações da empresa abriram em queda de 2,3%, a R$ 87,15.

Já se forem excluídos eventos extraordinários, Vale fechou o quarto trimestre com lucro líquido US$ 1,5 bilhão e 2025 com ganho de US$ 7,8 bilhões. No relatório da administração, a mineradora cita como itens contábeis que não voltarão a se repetir (por isso, extraordinários), o impacto de redução de valor contábil, de US$ 3,5 bilhões, nos ativos de níquel da Vale Base Metals do, em novembro de 2025, uma baixa contábil de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiária, além de despesas relacionadas a processos para compensações a atingidos na tragédia de Mariana, em Minas Gerais.

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