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Dólar sobe e fecha em R$ 5,19; Bolsa cai após inflação de janeiro

Mercado de câmbio recebe positivamente captação externa do Tesouro Nacional. O governo confirmou que foram levantados US$ 4,5 bilhões, sendo US$ 3,5 bilhões por meio da emissão de novos bonds de 10 anos, com cupom de juros de 6,250% ao ano, cujo pagamento semestral será realizado a cada dia 22 dos meses de maio e novembro. Na operação, o Brasil captou ainda US$ 1 bilhão em títulos com vencimento em 12 de janeiro de 2056.

O mercado também repercute primeiro indicador da inflação oficial em 2026. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro ficou em 0,33%, passando a acumular 4,44% em 12 meses, divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), seguindo abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50% ao ano.

O processo de desinflação não acabou, mas ele se tornou mais lento e difícil. Temos uma evolução benigna do IPCA, com uma composição qualitativa que reforça a confiança no controle da moeda. Com o balanço de riscos se tornando mais simétrico, torna-se natural a expectativa por uma recalibragem dos juros no curto prazo, visando o equilíbrio entre controle de preços e fomento da atividade.
Lucas Ghilardi, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital

Indicadores que sinalizam queda da inflação favorecem a Bolsa. Segundo profissionais de mercado, a desaceleração do IPCA reforça as condições para que o Banco Central comece a cortar a taxa básica de juros no próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), nos dias 17 e 18 de março.

Ainda que o processo desinflacionário avance de forma gradual, entendemos que o Comitê de Política Monetária deverá adotar uma postura cautelosa, assegurando que o ciclo de cortes de juros ocorra em um ambiente seguro, com maior conforto em relação à dinâmica prospectiva da inflação e à ancoragem das expectativas.
Gustavo Sung economista-chefe da Suno Research

Presidente do Banco Central disse que o momento é de "calibragem" da política de juros. Gabriel Galípolo afirmou ontem que o estágio atual é de ajustar a condução da política monetária, após meses em que a taxa básica de juros Selic permaneceu no maior patamar desde 2006 para recuperar o controle sobre a inflação.

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