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O Master acabou no STF

O código de ética proposto pelo ministro Edson Fachin estava nas cordas quando os celulares de Daniel Vorcaro começaram a falar. Entre os ministros que se opunham à proposta estavam Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Por caminhos diferentes, os dois levaram o escândalo do banco para dentro do Supremo. Toffoli teve um resort, do qual era sócio, vendido ao cunhado de Vorcaro. Moraes enviava mensagens ao banqueiro, e a banca de advocacia de sua mulher e de seus filhos havia sido contratada pelo banco, com honorários milionários de R$ 3,6 milhões mensais.

Ao longo de todas as encrencas, os dois ministros conseguiram se proteger, vendo nas notícias uma tentativa de atacar o Supremo. O Supremo tem tanto a ver com as conexões dos ministros quanto com a morte do aiatolá Ali Khamenei.

Se existisse um código de conduta, Toffoli poderia dizer aos sócios do resort que a negociação era tóxica e Moraes afastaria a banca da família do banco de Vorcaro. No mínimo diriam que o tribunal tem um código de conduta.

Vorcaro tinha amigos no Legislativo e, no bolso, altos funcionários do Banco Central. Seria o jogo jogado: um banqueiro corrupto compra parlamentares e burocratas. A entrada de magistrados na sua rede de influência é uma novidade. (Talvez isso tenha acontecido porque em casos anteriores a ação da Polícia Federal tenha sido anestesiada).

A bola do código de conduta dos magistrados está com o ministro Edson Fachin e a relatora Cármen Lúcia. Eles deverão decidir a melhor oportunidade para anunciar o texto do projeto.

Nem tão rápido que pareça prejulgamento, nem tão lento que vire pizza fria.

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A rede de Vorcaro

A operação abafa destinada a livrar a cara do banqueiro Daniel Vorcaro teve a virtude de colocar mais holofotes sobre suas conexões.

O ministro André Mendonça substituiu seu colega Dias Toffoli e puxou o tapete da turma do abafa. Ele mandou Vorcaro para a cadeia com uma decisão de 48 páginas que expôs a milícia e as altas conexões de Vorcaro. Com habilidade, evitou citar vários hierarcas que têm foro privilegiado.

Com base nas investigações da Polícia Federal e no conteúdo dos celulares de Vorcaro, Mendonça sabe muito mais.

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