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Domínio de IA de código aberto pela China ameaça liderança dos EUA, diz órgão consultivo

O impulso ​de Pequim para implantar a IA ⁠em uma ampla ​gama de setores para atualizar sua base de produção, fábricas, redes de logística ⁠e robótica está gerando dados do mundo real que ​alimentam o aprimoramento do modelo, segundo o relatório.

"Esse ecossistema aberto permite que a China inove perto da fronteira, apesar das restrições significativas de computação", escreveu a Comissão de Revisão Econômica ‌e de Segurança EUA-China em um relatório ‌publicado nesta segunda-feira.

"Os ​laboratórios chineses reduziram as lacunas de desempenho em relação aos principais modelos ocidentais de linguagem de grande porte", acrescentou.

Os parlamentares dos EUA impuseram sucessivas rodadas de restrições de exportação à China desde 2022, proibindo-a de ‌adquirir os chips de IA mais avançados, embora Washington tenha aprovado as exportações do segundo chip mais avançado da Nvidia em dezembro.

Empresas norte-americanas, incluindo a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, e a Anthropic, criadora do Claude, bem como gigantes tradicionais da tecnologia, investiram bilhões de dólares para permanecer na vanguarda da nova tecnologia. Mas sua posição pode estar ameaçada.

"A proliferação de modelos abertos cria caminhos alternativos para a liderança da IA", afirma o relatório.

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CHINA PRONTA

Algumas estimativas sugerem que cerca de 80% das startups de IA dos EUA agora usam modelos chineses de ‌IA de código aberto.

O inovador modelo R1, da DeepSeek, lançado no ano passado, rapidamente ultrapassou o ChatGPT como o modelo mais baixado na App Store dos EUA. E a família ​de modelos Qwen, da Alibaba, ultrapassou o Llama, da Meta  em downloads cumulativos globais, de acordo com a HuggingFace.

À medida que as fronteiras da IA mudam ‌dos grandes modelos de linguagem para a IA agêntica e a IA física, ou incorporada, a China pode estar mais bem posicionada para capitalizar seus esforços de coleta de dados em massa para ‌impulsionar o desenvolvimento de robôs humanoides, software ‌de direção autônoma ou até mesmo tecnologias de dupla finalidade, segundo o relatório.

"Há uma pequena lacuna de implementação no espaço de IA incorporada ⁠entre os EUA e a China. Isso é algo que, com o passar do tempo, vai se agravando... Estamos começando a ver isso se agravar agora", disse Michael Kuiken, vice-presidente da comissão, à Reuters.

A comissão também está observando como a China usa a IA em setores como biotecnologia, computação quântica e materiais avançados, acrescentou.

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Pequim ​designou a IA incorporada como um ​setor estratégico central para o futuro, e muitas das principais empresas chinesas de robótica humanoide planejam abrir o capital este ano.

Apesar dos avisos de algumas organizações de pesquisa ocidentais sobre os possíveis riscos de segurança de uma dependência excessiva dos modelos chineses de IA de código aberto e de seu viés político em relação às posições do governo chinês, muitas empresas os estão adotando mesmo assim.

O presidente-executivo da Siemens, Roland Busch, disse mais cedo nesta segunda-feira que não havia "nenhuma desvantagem" em usar a ⁠IA chinesa de código aberto para treinar os modelos de IA da empresa alemã especializados em automação industrial, citando ​sua vantagem de custo e facilidade de personalização de parâmetros.

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