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Durigan descarta alterar meta de inflação, mas defende mudanças nos índices

Ministro rechaçou possíveis mudanças na meta para a inflação brasileira. Para Durigan, a meta de 3% definida pelo CMN tem margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (de 1,5% a 4,5%). "Eu hoje não mexeria na meta, mas acho que tem muito aprimoramento na relação entre a área econômica e o Banco Central, em várias frentes", avaliou.

Inflação acumulada em 12 meses voltou a furar o teto da meta em maio. O furo pontual não exige que o BC (Banco Central) explique a situação, mas requer um posicionamento caso o rompimento persista pelos próximos cinco meses consecutivos. Até 2025, a análise considerava o acumulado até dezembro de cada ano. Para Durigam, a mudança ainda não foi totalmente "digerida".

Eu acho que a meta contínua ainda não foi bem digerida pela nossa sociedade e, principalmente, quem estuda e trabalha com a meta de inflação.
Dario Durigan

Ele defendeu o aprimoramento do Boletim Focus, do BC (Banco Central). Durigan afirmou que o relatório divulgado semanalmente com as expectativas do mercado financeiro pode trazer mais dados e incluir outros índices para ajudar na condução da economia. "Se a gente for fazer algo para melhorar o Focus e dar mais transparência, eu vejo sempre com bons olhos", disse o ministro.

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