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El Niño e pressão de insumos vão deixar inflação acima de 5%, diz analista

Margato afirmou que a XP trabalha com inflação acima de 5% neste ano e vê um alívio mais claro apenas no fim de 2026. "A nossa projeção aqui da XP é de IPCA subindo 5,5% este ano, 4,2% no ano que vem."

O economista disse que, mesmo com o recuo do petróleo após a sinalização de alívio nas tensões geopolíticas, há outras fontes de pressão no cenário internacional. Ele citou custos ligados à cadeia de investimentos em inteligência artificial, que já aparecem em índices de preços ao produtor na Ásia.

Quando a gente olha para inflação ao produtor, os famosos índices de preços ao produtor, PPI, na sigla em inglês, de China, de Japão, de outras economias asiáticas, tem uma pressão importante relacionada a insumos, a itens de investimento em IA.
Rodolfo Margato

No Brasil, ele afirmou que estímulos de renda e de crédito sustentam a demanda no curto prazo e mantêm a atividade perto do "potencial", o que dificulta a queda da inflação de serviços. Margato também citou um mercado de trabalho aquecido, com desemprego baixo e salários crescendo acima da inflação.

Tem uma série de medidas de estímulo, de impulsos de renda, impulsos de crédito, que pelo menos no curto prazo devem manter o crescimento da atividade doméstica. Estamos falando de um mercado de trabalho aquecido, com a taxa de desemprego em patamares historicamente baixos.
Rodolfo Margato

Na avaliação do economista, esse conjunto de fatores tende a segurar o IPCA em níveis altos por mais tempo, mesmo com algum alívio vindo do exterior. Ele disse que as próximas leituras mensais ainda devem mostrar pressão em alimentos e bens industrializados.

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