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Em ano eleitoral, governo Lula corre contra o tempo para aprovar reajuste aos professores

Parlamentares governistas estão mobilizados para garantir mais uma pauta positiva ao governo Lula: a aprovação da Medida Provisória que prevê um reajuste salarial de 5,4% aos professores.

Se a MP não for aprovada até o dia 1º de junho, ela perde a validade, e os professores terão um aumento de apenas 0,37%, ou cerca de R$ 18.

A MP também mudou o cálculo de reajuste. Hoje, o aumento concedido é pelo valor mínimo por aluno do Fundeb. A nova fórmula leva em conta o INPC mais 50% da média real das receitas do fundo dos últimos cinco anos, o que geraria um reajuste de 5,4% neste ano.

O governo corre contra o tempo porque a proposta foi promessa de campanha de Lula, em 2022. Se a MP caducar, o governo teme que o assunto passará de ativo eleitoral para um desgaste com a categoria.

A relatora do projeto, senadora Professora Dorinha (União-TO), deve apresentar o relatório nesta terça-feira (19). Ela recebeu 34 emendas ao projeto, mas mesmo que altere o texto, a ideia é que ela não mude a essência da proposta do governo.

O presidente da comissão, deputado Idilvan Alencar (PSB-CE), prometeu acelerar essa discussão para não deixar a MP caducar. "Essa comissão vai definir o presente e o futuro do piso salarial dos professores", disse.

Pode haver um pedido de vistas, mas a base aliada trabalha para que seja de apenas 24h e, assim, o texto seja apreciado no colegiado ainda nesta semana.

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