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Em ano eleitoral, Tarcísio finaliza programa de saúde mental para policiais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), finaliza um programa de atendimento à saúde mental de agentes de segurança, em um aceno do ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) à sua base em ano eleitoral.

Como mostrou a Folha, no primeiro ano do governo Tarcísio o número de suicídios cometidos por policiais militares bateu recorde no estado.

Apesar do dado, São Paulo, junto com Goiás, não aderiu ao Escuta Susp, programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que prevê atendimento psicológico online a profissionais da área. As demais 25 unidades federativas assinaram termo de adesão à iniciativa, segundo dados da pasta.

Ao ser questionada pelo Painel sobre os motivos de não ter aderido ao programa federal, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo respondeu que "está em fase final de elaboração uma política pública estadual de atenção à saúde mental das forças de segurança de São Paulo".

"A adesão à Escuta Susp, do governo federal, será uma das medidas que vão fazer parte da política estadual", complementa, antes de acrescentar que o Núcleo de Assessoramento e Gestão em Saúde da Secretaria "participou ativamente da composição, articulação e implementação do programa coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, visando sua expansão em âmbito nacional."

Nome preferido do centrão para enfrentar o presidente Lula nas urnas, Tarcísio, até o momento, deve tentar a reeleição no estado, depois que Bolsonaro indicou apoio a seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa ao Planalto.

A medida que está sendo construída pelo governador dialoga com sua base eleitoral, composta por policiais e agentes de segurança pública. Também se alinha ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que criou programa de assistência à saúde mental de policiais civis e militares nesta semana. Castro, que deve sair para o Senado, aderiu ao Escuta Susp.

Na nota enviada à coluna, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que o estado já tem iniciativa "bem estruturadas voltadas à saúde mental de seus policiais, independente da política estadual em andamento, que são constantemente aperfeiçoadas visando o bem-estar dos servidores".

O texto cita apoio psicológico a policiais militares da ativa por meio do Sistema de Saúde Mental e serviço de telepsicologia, disponível para profissionais da ativa e da reserva. No caso da Polícia Civil, menciona suporte por meio da Divisão de Prevenção e Apoio Assistencial, que conta com psicólogos e assistentes sociais, além de promover seminários e palestras com foco no bem-estar dos profissionais.

Já o governo de Goiás afirmou que a proposta do governo federal "foi apresentada formalmente à Secretaria de Estado da Segurança Pública apenas nesta semana". "Assim que houve a comunicação oficial, a SSP-GO manifestou posicionamento favorável à iniciativa", indica.

"No momento, a secretaria aguarda a disponibilização do termo de adesão para que sejam adotadas as providências administrativas necessárias, incluindo a assinatura pelo secretário de Estado da Segurança Pública", complementou.

Já o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirma que a adesão ao projeto foi progressiva, a partir dos primeiros atendimentos realizados, em 28 de maio de 2024.

"Em 3 de junho de 2025, foi realizado evento com o objetivo de convidar os estados que ainda não haviam aderido ao Projeto a integrarem a iniciativa", diz, em nota.

Segundo a pasta, um ofício sobre o assunto foi encaminhado ao secretário de Segurança Pública de Goiás em 16 de maio de 2025, "tendo sido confirmada a sua recepção e a autuação do processo sob o nº SEI 202500016017726, sem que houvesse manifestação formal posterior naquele momento."

Só em 9 de dezembro do ano passado a Secretaria de Segurança Pública de Goiás pediu o envio da minuta do acordo de adesão ao projeto. Segundo a pasta, a solicitação foi atendida nesta segunda-feira (12) e, na quarta-feira (14), o órgão estadual se manifestou favoravelmente à minuta do acordo de adesão, "formalizando, assim, a solicitação para participação no referido Projeto."

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