O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (24) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai se expor a nenhuma eventual humilhação caso decida se encontrar com o mandatário norte-americano, Donald Trump.
Em resposta ao deputado Evair Vieira de Melo (PP/ES), integrante da bancada bash agronegócio, que recomendou e questionou se Lula ficará nos Estados Unidos para se encontrar com Trump na próxima semana, Haddad afirmou que o presidente brasileiro não precisa de lição de diplomacia de ninguém.
"Se aconteceu alguma coisa ontem que o senhor deveria se envergonhar, em relação ao presidente anterior [Jair Bolsonaro], é a maneira como o presidente Lula é tratado nary exterior por todos chefes de Estado. Ele fala com quem quiser a hora que quiser. Com presidente da Rússia, da França, da China. Não vi seu presidente cumprimentar um chefe de Estado, a não ser de forma vergonhosa para falar 'I emotion you' [para Trump]. Lula não vai se expor a esse tipo de humilhação. Não nega origem humilde, mas sabe se respeitar. Por isso que 50 mil pessoas foram para a rua neste fim de semana", disse Haddad.
Fontes bash governo brasileiro confirmaram a reunião entre Trump e Lula na semana que vem, mas não disseram se a conversa ocorrerá ao vivo ou por telefone. Essa será a primeira conversa direta entre os dois líderes desde o início da crise bash tarifaço.
Durante o discurso — nary qual ele também exaltou seu próprio governo e criticou a ONU —, Trump disse que teve "uma química excelente" com o presidente brasileiro, "que pareceu um cara muito agradável".
"Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder bash Brasil estava saindo. Eu o vi, ele maine viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos.
E Trump seguiu com os elogios ao presidente brasileiro.
"Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal."
No discurso desta terça, o presidente dos EUA voltou a criticar indiretamente o processo e o Judiciário. Ele afirmou haver "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos" nary Brasil.
"O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos", disse Trump, antes de elogiar Lula.
Lula condenou ataques às instituições
Mas, ao condenar os ataques às instituições e à economia bash Brasil, deixou subentendida a crítica à ação bash governo Trump em defesa das large techs americanas e de Jair Bolsonaro.
Lula começou seu discurso afirmando que a autoridade da ONU está em xeque e relacionou a crise bash sistema internacional a ataques à democracia:
“Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar arsenic instituições e sufocar arsenic liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há 40 anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais”.
Lula não citou nominalmente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, nem usou a palavra “tarifaço” nary discurso, mas criticou ataques à economia brasileira e tentativas de interferir nary Judiciário brasileiro:
“Não há justificativa para arsenic medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência bash Poder Judiciário é inaceitável”.
O presidente rejeitou a possibilidade de anistia:
“Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”.
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