Após concluir em março a fase de terraplanagem, a construção da unidade de etanol a partir do processamento de cereais (trigo, triticale, milho, entre outros) da empresa Be8 segue com seu cronograma. O presidente da companhia, Erasmo Carlos Battistella, adianta que começará agora a obra civil e em torno de maio devem chegar os equipamentos para a montagem da fábrica.
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Após concluir em março a fase de terraplanagem, a construção da unidade de etanol a partir do processamento de cereais (trigo, triticale, milho, entre outros) da empresa Be8 segue com seu cronograma. O presidente da companhia, Erasmo Carlos Battistella, adianta que começará agora a obra civil e em torno de maio devem chegar os equipamentos para a montagem da fábrica.
A usina poderá produzir etanol anidro (que pode ser adicionado na gasolina) ou hidratado (consumo direto) e terá capacidade de 220 milhões de litros ao ano. O complexo terá potencial ainda para 155 mil toneladas por ano de farelo proveniente do processamento dos cereais. Também será integrada ao projeto a produção de glúten vital (capacidade de 35 mil toneladas anuais), um concentrado proteico em pó obtido a partir da farinha de cereais.
De acordo com Battistella, a finalização do empreendimento está prevista para outubro ou novembro de 2026. O investimento estimado no projeto é de mais de R$ 1 bilhão. Já sobre o mercado de biodiesel (o executivo também é diretor do conselho da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil - Aprobio), o dirigente espera que ainda neste ano seja elevada a participação do biocombustível na fórmula do diesel.
Ele enfatiza que a lei determina que é preciso utilizar no mínimo 13% de biodiesel na fórmula do diesel, o chamado B13. Hoje, está se usando o patamar de 14% (B14) e estava previsto para março, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento do percentual para 15% (B15). No entanto, o governo federal, alegando entre outras questões impactos no valor final do diesel, recuou da decisão.
Mesmo assim, Battistella acredita que o B15 será confirmado até a metade deste ano. Ele reforça que o Brasil registrou uma boa safra de soja (principal matéria-prima do biocombustível) neste ano e o preço do biodiesel está competitivo. “E mais do que isso, nós esperamos que o governo libere o processo de testes para o B25, porque a lei sinaliza que podemos chegar (a esse patamar) nos próximos dez anos", diz o executivo.
O dirigente recorda que no ano passado houve a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei do Combustível do Futuro (que pretende promover a mobilidade sustentável de baixo carbono). Por isso, ele considera que qualquer sinalização contrária a esse movimento será muito ruim. O presidente da Be8 participou nesta segunda-feira (31) da reunião-almoço da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul realizada no Hotel Hilton, em Porto Alegre. Na ocasião, o dirigente palestrou sobre a transição energética.
Battistella aponta que, atualmente, se configura um cenário que assusta, com algumas lideranças globais que parecem desconectadas com a realidade e a urgência de se fazer a transição energética. “Não é desacelerar a economia, muito pelo contrário, é usar novas tecnologias, para uma nova forma de produzir, gerando emprego e renda", argumenta o executivo. Ele salienta que o desafio é conciliar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com a mitigação da geração dos gases de efeito estufa.
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